Chuva provoca prejuízos em AL e deixa 27 cidades em emergência

Chuva provoca prejuízos em AL e deixa 27 cidades em emergência

GERAL -   


A chuva provoca mais prejuízos em Alagoas. Já são vinte e sete cidades em estado de emergência e o número de mortos subiu para sete. Os bombeiros procuram por duas das três pessoas que estão desaparecidas desde sábado, entre elas, um bebê de sete meses. Na segunda (29), com a ajuda de uma escavadeira, a equipe resgatou o corpo de um homem ainda não identificado em um bairro de Maceió.

No interior do estado, o nível dos rios preocupa. O Jacuípe, no litoral norte, chegou a transbordar. O alerta da defesa civil é para o risco de mais chuva nas próximas horas. O governo decretou situação de emergência em 27 municípios. São mais de 4 mil famílias fora de casa no estado.

Em Marechal Deodoro, na região metropolitana, o nível da lagoa Manguaba começou a baixar. Em Pilar, também banhada pela lagoa, algumas ruas já estão livres do alagamento.
Tem até congestionamento de barcos. É só assim que as pessoas conseguem se movimentar pelo centro da cidade. 

Desabrigados em Pernambuco chegam a 44 mil

 Em Pernambuco, os bombeiros encontraram no fim da manhã, em Caruaru, o corpo de um desaparecido por causa da chuva. É a quarta morte no estado. O número de desabrigados ou desalojados subiu para 44 mil.

O volume do rio Una baixou, em Barreiros. E hoje deu pra ver os estragos causados pelas enchentes. As casas ficaram tomadas pela lama. Moradores e comerciantes voltaram para calcular o prejuízo.

Um abrigo no município de Ribeirão recebeu 900 moradores que não tinham para onde ir. Em todas as cidades onde a água chegou, escolas viraram abrigos. E os voluntários trabalham o dia todo pra ajudar quem precisa.

Longe das enchentes, as cenas e histórias de destruição também despertaram a solidariedade. Em Recife, vários pontos foram montados ou improvisados para receber doações para as vítimas das cheias. Neste posto de combustível, tudo isso foi recolhido só nesta terça (30) de manhã. E as doações continuam chegando.

Igrejas, escolas e universidades também estão empenhadas em arrecadar água mineral, produtos de higiene e alimentos fáceis de preparar.