Índice que reajusta contratos de aluguel cai pelo segundo mês seguido

Índice que reajusta contratos de aluguel cai pelo segundo mês seguido

GERAL -   


Em maio, o índice que reajusta a maioria dos contratos de aluguel caiu pelo segundo mês seguido.

As placas estão espalhadas de todas as formas e tamanhos. É muito imóvel vazio para alugar ou vender. Uma empresa que administra negócios imobiliários estima que 13% dos imóveis do Rio estejam vagos. E quase 25% das salas comerciais.

Repórter: Gente procurando para alugar tem aparecido?

Porteiro: Tem, tem, mas quando vê o preço, aí conversam com o proprietário. Se não abaixar eles não querem.

Repórter: Mas baixou o preço?

Porteiro: Baixou, baixou. Mesmo assim ainda tá difícil.

Repórter: Não consegue alugar?

Porteiro: Não consegue alugar de jeito nenhum.

E tem que baixar o preço mesmo porque a chamada inflação do aluguel, calculada pela Fundação Getúlio Vargas, teve nova queda: menos 0,93% em maio, o segundo mês consecutivo de deflação.

O IGPM, o índice de correção anual dos aluguéis, ainda é positivo, mas a realidade do mercado já é bem diferente. A crise econômica e, principalmente, a superoferta de imóveis estão empurrando os preços para baixo, principalmente no Rio. De maio de 2016 até hoje, o preço médio do aluguel na cidade caiu mais de 6%. Em alguns bairros, a redução passou dos 12%.

A Luciana Meneses alugou o apartamento onde mora, em fevereiro. Encontrou o que queria, preço bom, mas ela também é dona de um imóvel que ficou um ano vazio.

Luciana: A gente tava pedindo R$1.100, e aí a gente teve que ir reduzindo pra poder conseguir alugar.

Repórter: De R$ 1.100 que você pedia, acabou conseguindo alugar por quanto?

Luciana: Por R$ 800.

“Tem imóveis com valores muito acima, então as reduções podem chegar a 20%. Agora, se o valor já está próximo ao ideal, ao que tá de mercado, aí as reduções são de 10%, no máximo 15%”, diz a corretora Leila Cabral.

Uma imobiliária chamou o proprietário e o interessado para negociarem. O Pedro conseguiu um desconto de 11%.

“O proprietário está mais aberto a ouvir, né? Com esse mercado atual, o proprietário está sempre mais aberto a ouvir”, disse o inquilino Pedro Oliveira.

“Se a gente não der desconto, a gente não consegue alugar, né? E quando você não aluga, você continua pagando IPTU, continua pagando condomínio. Quem quer hoje alugar tem que negociar”, diz o proprietário Álvaro Silva Neto.