China concorda em adiar em um ano cota para venda de carros elétricos, diz fonte

China concorda em adiar em um ano cota para venda de carros elétricos, diz fonte

GERAL -   


BERLIM/RASTATT (Reuters) - A China concordou em atrasar em um ano, até 2019, a implementação de uma cota de 8 por cento para veículos elétricos e híbridos, disse uma fonte do setor nesta sexta-feira, em uma grande concessão a montadoras alemãs que buscam expandir seus negócios no maior mercado automotivo do mundo.

Em um projeto de lei em setembro último, autoridades chinesas propuseram que 8 por cento das vendas das montadoras sejam de veículos elétricos ou híbridos a partir de 2018, gerando protestos de montadoras nacionais e internacionais.

Após uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim na quinta-feira, o premiê chinês, Li Keqiang, disse que uma "solução" para a implementação de cotas foi encontrada, mas não deu detalhes.

Como parte de um compromisso assumido, montadoras alemãs que não cumprirem a cota no curto prazo serão capazes de compensar o atrasado, ao aumentar as entregas de veículos do tipo em uma data posterior, disse uma fonte do setor.

O presidente-executivo da Daimler , Dieter Zetsche, disse mais cedo que a China havia concordado em ajustar o ritmo de apresentação de cotas para vendas de carros elétricos.

A concessão seguiu um esforço de lobby da indústria automotiva antes da cúpula entre os dois países nesta semana.

(Por Andreas Cremer e Ilona Wissenbach em Stuttgart e Thomas Escritt em Berlim)