Corpo de Rogéria é velado no Rio e será enterrado nesta quarta

Corpo de Rogéria é velado no Rio e será enterrado nesta quarta

GERAL -   


 O universo artístico perdeu o brilho de Rogéria, uma das primeiras estrelas a quebrar o preconceito de gênero no Brasil. Rogéria morreu na segunda (4) à noite, aos 74 anos, por complicações de uma infecção urinária . Ela estava internada há vinte e oito dias. O corpo está sendo velado no palco do Teatro João Caetano, no Rio, com despedida aberta ao público até as 18h. O enterro é na quarta (6), na cidade natal de Cantagalo, no interior do Rio.

Cantora, vedete, atriz...  Astolfo Barroso Pinto na certidão de nascimento e Rogéria no mundo artístico. Rogéria começou a descobrir o que era ser uma diva maquiando celebridades na extinta TV Rio. Maquiava Elis Regina, Marlene, Angela Maria, Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira. “As minha clientes eram estas atrizes maravilhosas, que me ensinavam muito”, diz ela em uma entrevista de arquivo.

Atriz transgressora
Logo, ganhou luz própria, mas teve de enfrentar a censura. Em 1964 - na ditadura batendo na porta, Rogéria já era transgressora. Foi dirigida por grandes diretores de teatro em espetáculos exibidos do Rio a Paris. Foi uma voz contra homofobia que ecoou dos palcos à televisão.

Participou de seis novelas. Em "Tieta", foi Ninete, personagem escrita especialmente para ela por Aguinaldo Silva. E se realizou no papel de avó em “Lado a lado”.

No cinema participou de treze filmes. O último, lançado em junho, foi um documentário sobre a primeira geração de travestis do país. Viveu na firmeza das próprias convicções.

Homenagens
Famosos prestaram sua última homenagem a Rogéria nas redes sociais. O ator Mateus Solano disse que Rogéria nasceu para empurrar o mundo para frente. O autor Walcyr Carrasco lembrou que ela conseguiu ser famosa num mundo preconceituoso e com o brilho da estrela que sempre foi.

Rogéria deixou na arte e na memória, a imagem do glamour e da provocação que conquistaram o fãs e fizeram dela um espetáculo popular.