Brasil seguirá em dificuldade para investir até 2019, bancos podem ocupar espaço, diz chefe do Santander Brasil

Brasil seguirá em dificuldade para investir até 2019, bancos podem ocupar espaço, diz chefe do Santander Brasil

GERAL -   


RIO DE JANEIRO (Reuters) - O quadro fiscal do Brasil vai continuar difícil até 2019, dados os déficits previstos para os próximos anos, disse nesta terça-feira o presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, afirmando que enxerga sinais de reação da atividade econômica e potencial para que os bancos privados sejam protagonistas da retomada da economia num cenário de juros baixos.

Segundo Rial, o déficit fiscal projetado para os próximos anos pelo governo federal deixa o país engessado para investimentos. O déficit previsto para esse ano é de 139 bilhões de reais e de 129 bilhões em 2018, mas o governo tem objetivo de alterar ambas para 159 bilhões. Para 2019, a meta de déficit de 65 bilhões pode ser revista para 139 bilhões, caindo a 65 bilhões em 2020.

As novas metas fiscais devem ser votadas nesta terça-feira, disse o presidente do Senado, Eunício Oliveira, mais cedo.

"Isso dá muito pouca flexibilidade e há uma penúria na capacidade do Estado de investir ou de reduzir o déficit fiscal. É um desafio grande", afirmou Rial.

O executivo afirmou que os bancos privados, em um cenário de juro cadente no Brasil, passarão a ter maior participação no financiamento de longo prazo no país.

"Num cenário de juros de 7 ou 7,5 por cento os bancos privados passam a ser instrumentos de solução de problemas estruturais no Brasil porque a curva de longo prazo se torna mais factível e já se começa a falar em prazos de 7 a 10 anos com mais consistência, o que toca diretamente as questões de infra estrutura", disse o presidente do Santander Brasil a jornalistas durante evento do banco.

(Por Rodrigo Viga Gaier)