Polícia de SP suspeita que meninas achadas em carro foram assassinadas

Polícia de SP suspeita que meninas achadas em carro foram assassinadas

GERAL -   


  A polícia de São Paulo suspeita que duas crianças encontradas mortas dentro de um furgão na semana tenham sidos assassinadas.

Umas fotos foram feitas pela perícia logo após a polícia ter sido chamada. O furgão onde estavam os corpos de duas meninas pequenas tinha na cobertura uma placa de madeira, como se estivesse sendo protegido do sol. Lá dentro, além dos chinelinhos, os peritos encontraram algumas roupas.

O Jornal Nacional teve acesso a outras fotos que fazem parte de um laudo preliminar. Elas mostram que um dos corpos estava nu da cintura para baixo. Roupas íntimas infantis estavam perto. Além disso, a porta do baú e a do motorista estavam bloqueadas do lado de fora com pedaços de madeiras.

Nesta terça-feira (17), a delegacia que investiga o caso pediu que os peritos voltassem ao local onde os corpos foram encontrados em busca de mais pistas. Só os exames da perícia e de DNA vão revelar se os corpos encontrados são de Mel e Bia, ambas de 3 anos. Elas desapareceram há 23 dias.

A mãe de Mel reconheceu um dos chinelinhos que estavam no furgão. “Só posso enterrar pelo exame de DNA. Ainda não tem data nem dia para enterrar minhas crianças“, disse Adriana Severo de Jesus. Os pais de Mel ficaram, na segunda-feira (16), até tarde da noite na delegacia, onde prestaram um novo depoimento.

O clima no bairro onde as meninas desapareceram é de revolta. No domingo (15), dois homens foram espancados para confessar o crime. A polícia procura cinco suspeitos pela agressão.

Na delegacia, os homens torturados disseram que não participaram da morte das meninas e foram liberados.

“Eles negam e dizem que desconheceram os motivos pelos quais eles foram apontados como autor. Um dele disse que acredita que possa ter sido pelo fato de ele ter uma passagem anterior por um crime sexual”, disse o delegado Eduardo de Camargo Lima.

A polícia ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal para descartar de vez a hipótese de um acidente, em que as crianças teriam se trancados dentro do carro por engano e morrido sufocadas.

“Essa linha está praticamente descartada mas ainda ela perdura. Óbvio que em uma porcentagem um pouco menor, mas ela ainda persiste. Mas nós estamos partindo para um homicídio mesmo“, disse Elisabete Sato, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.