Pesquisa identifica perfis típicos dos brasileiros quando assunto é dinheiro

Pesquisa identifica perfis típicos dos brasileiros quando assunto é dinheiro

GERAL -   


Uma pesquisa para descobrir por que a poupança é tão baixa no nosso país identificou os cinco perfis mais comuns de brasileiros quando o assunto é dinheiro.

Se você quiser economizar, precisa ver quem você é, como fizeram a Zelita e o William.

“Economizar mesmo, porque se não economizar, não tem nada", disse a diarista Zelita Pereira da Silva.

“Quase nunca sobra. Está sempre faltando", contou o fisioterapeuta William Elias Abdalla.

Todo mundo gosta de ter uma imagem positiva, mas essas que muita gente posta nas redes sociais, cheias de retoques, essas não valem. É preciso fazer um retrato real. A pesquisa mostrou que os brasileiros se enquadram em cinco perfis. Cada um com pontos positivos, que podem ser incentivados, e negativos, que precisam ser melhorados.

A Zelita e o William fazem parte dos dois perfis mais encontrados na população brasileira, como mostra um levantamento feito com mais de duas mil pessoas em 130 cidades.

Zelita é uma construtora. Uma pessoa organizada, que costuma poupar sempre, mesmo que pouco, mas não se arrisca, tem medo de perder. Pode deixar boas oportunidades passarem. Ela trabalha como diarista e, com muita disciplina e esforço, conseguiu construir a casa dela.

“Eu tenho que pôr na mente, focar naquilo que eu tenho que fazer e eu vou economizando dinheiro", disse a diarista.

Já o William é fisioterapeuta em um hospital. “Aconteça o que acontecer, você dá um jeito de se adaptar a uma nova situação", contou.

Ele é um camaleão: consegue viver com pouco, não poupa, mas é adaptável. Em uma crise, ele se vira bem melhor que os outros.

Os outros perfis representam percentuais menores da população. O planejador tem objetivos e prazos para cumprir. Guardar dinheiro é um compromisso, mas é pouco flexível se os planos não saírem como previsto.

O despreocupado é imediatista, pensa sempre no agora e não se preocupa em poupar, mas tem muito jogo de cintura. O sonhador é ousado e gosta de correr riscos, mas investe só de vez em quando.

“Não existe o melhor perfil. A gente conseguiu ver pessoas de níveis sociais e de idades diferentes em cada um desses perfis. A partir do autoconhecimento, você entende o que é relevante para você mudar ou minimizar aquelas características que podem não ser muito positivas para a sua vida financeira”, explicou a superintendente de educação da Anbima , Ana Cláudia Leoni.

No caso da "construtora" Zelita, uma das dicas é descobrir que guardar dinheiro é diferente de investir e que, às vezes, é preciso se arriscar para ganhar mais. “Conseguir fazer tudo que eu queria, não está do jeito que eu bem queria não, mas eu estou chegando lá”, disse.

Para o "camaleão" William, é preciso organizar melhor o orçamento doméstico para que sobre um pouco e ele possa investir no futuro. “Procurar ser um pouquinho mais equilibrado. Ser menos emotivo, menos emoção e mais razão”, declarou o fisioterapeuta.

A pesquisa mostra que ninguém consegue mudar completamente de perfil. Nós somos aquilo que vemos, mas, com alguns ajustes no jeito que cada um lida com o dinheiro, a gente consegue enxergar mais longe.