Milícias apoiadas por tropas dos EUA retomam controle de Raqqa, na Síria

Milícias apoiadas por tropas dos EUA retomam controle de Raqqa, na Síria

GERAL -   


Milícias apoiadas por tropas dos Estados Unidos conseguiram retomar o controle de Raqqa, a cidade Síria que o Estado Islâmico considerava uma espécie de capital do grupo terrorista.

A queda da capital mundial do terrorismo. Foi assim que um general de um conglomerado de milícias chamado Forças Democráticas Síria s descreveu a retomada de Raqqa. A bandeira do grupo foi fincada na praça central.

A cidade no norte da Síria é alvo de disputa há muito tempo. Em 2013, a cidade parecia em festa. Os rebeldes a tomaram do regime de Bashar al-Assad . Derrubaram uma estátua do pai do ditador. Mas durou pouco.

Em janeiro de 2014, apareceu o Estado Islâmico . Com desfiles de tanques e mísseis, o grupo terrorista por onde passa deixa destruição. Seus soldados encapuzados deixaram claro que aquela agora era a capital do califado com tiros, como diz um soldado, em nome de Deus. E ali os terroristas impuseram à população uma visão distorcida do islamismo.

Em novembro de 2016, várias milícias se uniram para derrotar o Estado Islâmico. Desde então, 270 mil pessoas fugiram. Mais de mil civis morreram e a cidade está completamente destruída.

Quem comanda esse grupo vitorioso chamado de Forças Democráticas Sírias são os curdos, mas os Estados Unidos são peça chave na organização dessas milícias e também responsáveis pelos bombardeios aéreos. Por isso, os americanos comemoram agora o enfraquecimento do Estado Islâmico.

Quando essa ofensiva começou, o grupo terrorista tinha 45 mil soldados só em Raqqa. Agora, o porta voz do comando militar americano diz que as Forças Democráticas Sírias controlam 90% de Raqqa e que há cerca de 100 soldados do Estado Islâmico na cidade e outros 6,5 mil espalhados pela Síria.

Essas forças dizem que o próximo passo é transferir o poder para o Conselho de Cidadãos, que não estaria sob o comando do estado sírio de Bashar al-Assad.