T-Mobile e Sprint encerram negociações para possível fusão

T-Mobile e Sprint encerram negociações para possível fusão

GERAL -   

Nova York, 4 nov (EFE).- Duas das maiores operadoras de telefonia celular dos Estados Unidos, T-Mobile e Sprint, encerram as negociações que vinham sendo realizadas há semanas para uma possível fusão, indicou neste sábado o "The Wall Street Journal".

A T-Mobile, filial do grupo alemão Deutsche Telekom, e a Sprint, controlada pelo grupo japonês SoftBank, são a terceira e a quarta empresas do setor no país, atrás de Verizon e AT&T. A nova companhia que surgiria da união teria mais de 100 milhões de clientes.

Diretores da Sprint e da Deutsche Telekom se reuniram em Tóquio neste fim de semana para discutir a fusão, mas não chegaram a um acordo e decidiram encerrar a negociação.

O presidente e executivo-chefe da T-Mobile nos Estados Unidos, John Legere, escreveu no Twitter que as empresas finalizaram conjuntamente as conversas para tratar sobre a compra da Sprint.

"A perspectiva de nos unirmos a Sprint foi atrativa por uma variedade de razões, incluindo o potencial para criar benefícios significativos para os clientes e valor para os acionistas", explicou o executivo em comunicado.

"No entanto, fomos sempre claros que um acordo deve resultar em um valor superior a longo prazo para os acionistas da T-Mobile em comparação com nosso destacável rendimento autônomo e nossa trajetória", acrescentou Legere na nota.

O executivo-chefe da Sprint, Marcelo Claure, reconheceu que os benefícios teriam ajudado à operação que daria a Deutsche Telekom o controle da nova companhia, segundo o "The Wall Street Jornal". No entanto, o executivo-chefe do SoftBank, Masayoshi Son, não estava de acordo em ceder esse controle.

Em vez de avançar com a fusão, o SoftBank agora planeja comprar mais ações da Sprint no mercado aberto - a empresa já tem 80% -, mas mantendo-se abaixo dos 85%, que provocaria uma oferta pública de aquisição, segundo o "Journal".

Sprint e T-Mobile já tinham avaliado uma fusão em 2014, uma negociação que também não avançou. Em 2011, as autoridades americanas consideravam que era melhor para indústria que houvesse quatro operadoras no país em vez de três.