Dólar fecha em queda, mas cautela persiste com Previdência

Dólar fecha em queda, mas cautela persiste com Previdência

GERAL -   


O dólar encerrou o primeiro dia da semana em queda moderada. A divisa americana cedeu 0,28%, a R$ 3,2470, ficando mais próxima da mínima do dia (R$ 3,2427) do que da máxima (R$ 3,2627).


A cotação está 1,26% abaixo do pico alcançado na quinta-feira passada, auge do estresse nos mercados por causa da incerteza com a Previdência. Por outro lado, segue 1,40% acima da mínima atingida na quarta, quando havia mais confiança na votação do texto ainda neste ano.


Num dia de fortalecimento do dólar em todo o mundo, o real foi a divisa com o quarto melhor desempenho global. Apenas nove de 33 pares da moeda americana ganhavam terreno nesta segunda-feira.


Depois da forte alta durante dois dias na semana passada, investidores evitaram puxar o dólar mais para cima à espera de notícias mais concretas. Por ora, no entanto, o mercado tem para analisar apenas uma série de comentários de líderes partidários; do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a respeito da reforma da Previdência. O líder do PSDB na Câmara rebateu declarações de Meirelles, enquanto Maia afirmou que afirmações do ministro em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" "não ajudam".


Nesta segunda-feira, Maia disse estar "realista" sobre a possibilidade de votar o projeto da reforma em plenário da Casa até dia 13. O líder da Câmara ressaltou ter ficado satisfeito com encontro realizado no domingo com líderes partidários e os presidentes dos partidos da base governista para discutir a perspectiva de votação ainda neste ano. Mas ponderou que sem PSDB, DEM, PP e PMDB não há reforma da Previdência.


Um ponto de cautela é o PSDB, que segue fechar questão sobre a reforma da Previdência. O líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), afirmou hoje que Meirelles perdeu a "noção de juízo" ao tentar, segundo o deputado, atrelar a não aprovação da reforma ao PSDB.