Investidores relatam problemas para comprar moedas virtuais no Brasil

Investidores relatam problemas para comprar moedas virtuais no Brasil

GERAL -   


O rendimento altíssimo das moedas virtuais tem aumentado o interesse de investidores apesar dos riscos e da falta de garantia. No Brasil, a demanda está crescendo, mas o número de reclamações também. Elas quadruplicaram no segundo semestre.

Foi uma avalanche de reclamações nos últimso dias nas redes sociais das empresas que comercializam a moeda virtual nos últimos dias. A principal era: "meus bitcois sumiram". Essas queixas vêm crescendo e muito segundo o site Reclame Aqui. De janeiro a novembro, mais de quatro mil investidores reclamaram sobre as operações com a moeda virtual.

O analista de qualidade Ualassi Souza Fonseca disse que depositou R$ 1 mil para comprar bitcoins na conta de uma empresa de compra e venda de moedas virtuais. O dinheiro não foi creditado para ele, que depois de uma semana ainda não conseguiu comprar bitcoins. “Só que esse valor não foi depositado, não foi contabilizado na plataforma deles, nem foi devolvido, mesmo eu solicitando a devolução, já que eles não contabilizaram”.

Diante dessa corrida para compra e venda de bitcoins, o Banco Central fez um alerta. Disse que as moedas virtuais não são emitidas e nem garantidas por autoridades monetárias. E que as empresas que compram e vendem essas moedas não são reguladas nem autorizadas pelo Banco Central. O Banco Central disse ainda que a compra e a guarda das bitcoins com finalidade especulativa estão sujeitas à riscos imponderáveis, incluindo a possibilidade de perda de todo o capital investido.

Uma empresa que comercializa bitcoins, tinha em 2013 tinha, dois mil clientes. Hoje, tem 750 mil. Um dos donos diz que aumentou principalmente em função da valorização da moeda virtual que esse ano cresceu quase 1.500%. Ele reconhece que não está conseguindo cumprir os prazos com os investidores.

“O que está acontecendo é que a gente está com uma demanda que nem nos meus melhores sonhos a gente teria, a gente de fato está com atraso nos nossos prazos, tanto no atraso de, para creditar os clientes, tanto atraso para devolver os valores. O volume aumentou cerca de 20, mais de 20 vezes esse ano. A gente está com dificuldade e tá adaptando. Então acredito que em duas semanas todo mundo vai estar com seu dinheiro creditado na conta, as devoluções vão ter sido feitas”, explica o diretor de mercado bitcoin, Rodrigo Batista.

O empresário Fábio Vinicius Barbosa já teve dor de cabeça com as moedas virtuais. Foi vítima de um golpe, resolveu estudar o assunto e hoje investe com cuidado. “Ela já está sendimentada em níveis mundiais, então você tem o bitcoin sendo comercializado de uma certa forma. É uma moeda de investimento hoje que você vai encontrar no mundo inteiro, então acredito que por isso é uma moeda que tende a ter um crescimento mundial”, conta.