PF encontra drogas em carro que está em nome de desembargadora

PF encontra drogas em carro que está em nome de desembargadora

GERAL -   


A Polícia Federal encontrou drogas, nesta quinta-feira (8), num carro que estava há um ano sob a guarda da própria polícia. O carro está em nome de uma desembargadora de Mato Grosso do Sul, que se tornou conhecida nacionalmente por causa das peripécias do filho.

A Céu, uma pastora belga do canil da Polícia Federal, estava farejando carros durante um treinamento de rotina em Três Lagoas, há 300 quilômetros de Campo Grande . Quando ela senta é sinal de que achou drogas. Os tabletes estavam escondidos dentro do para-choque e das lanternas de um carro.

“A lataria foi cortada, sobretudo para acondicionar a droga. Aproximadamente mais dez quilos”, disse o delegado da Polícia Federal Alan Nascimento Givigi.

O carro que foi apreendido em abril de 2017 com 130 quilos de maconha e 200 munições de fuzil. Quem dirigia era Breno Borges, que confessou que levaria a droga e a munição para o Rio de Janeiro .

O carro está no nome da mãe dele, a desembargadora Tânia Borges, que também é presidente do Tribunal Regional Eleitoral em Mato Grosso do Sul .

O crime cometido pelo filho da desembargadora acabou colocando ela própria no centro de uma polêmica.

O Conselho Nacional de Justiça investiga Tânia Borges, por supostamente, ter usado o cargo para beneficiar Breno e tirá-lo da cadeia.

Dois desembargadores, colegas de Tânia, mandaram transferir Breno para uma clínica particular, depois que um laudo atestou que o rapaz tinha problemas psiquiátricos. Outros três laudos, de psiquiatras forenses, declararam que Breno pode responder pelo crime.

Outra investigação apura se Tânia também cometeu improbidade administrativa. Ela é acusada pelo Ministério Público Estadual de usar uma escolta policial para cumprir pessoalmente a ordem de transferência do filho.

O diretor do presídio foi orientado pelo juiz de Execuções Penais a não permitir a saída. Mas o diretor contou que a desembargadora chegou a ameaçá-lo de prisão por desobediência. 

“Bem tenso aqui para mim, porque ela veio inclusive com policiais, já ameaçando prisão por desobediência”, afirmou o diretor do presídio de Três Lagoas , Raul Ramalho.

Breno voltou para a cadeia no fim de 2017.