Ministério do Trabalho afasta da função jovem de 19 anos

Ministério do Trabalho afasta da função jovem de 19 anos

GERAL -   


O Ministério do Trabalho decidiu tirar da função Mikael Tavares Medeiros. O rapaz de apenas 19 anos era responsável por autorizar pagamentos milionários.

O afastamento de Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, veio no mesmo dia em que se tornou pública a informação sobre o papel dele no ministério e sua relação com o PTB, como revelou o jornal O Globo. Mas Mikael vai continuar no ministério ocupando um cargo comissionado.

Ele foi nomeado gestor financeiro da coordenação da área de recursos logísticos no fim de dezembro pelo então secretário-executivo do ministério, e atual ministro interino, Helton Yomura. Salário de R$ 5.440.

O pai de Mikael é Cristiomário Medeiros, presidente do PTB de Planaltina de Goiás, e aliado do líder do partido na Câmara, o deputado Jovair Arantes , apontado no Ministério do Trabalho como o padrinho político do rapaz.

Assim que assumiu o cargo, Mikael autorizou pagamentos de R$ 27 milhões para a Business to Technology. Servidores de carreira chegaram a ser afastados, porque se recusaram a autorizar os repasses para essa empresa. O responsável pela contratação da B2T foi Leonardo Arantes, sobrinho do deputado Jovair Arantes. A empresa foi contratada para detectar fraudes no seguro-desemprego.

Em 2016, quando o PTB assumiu o comando do Ministério do Trabalho, a empresa teve um salto no faturamento. Recebeu quase R$ 40 milhões em contratos, sendo a metade do ministério.

No ano passado, a Controladoria-Geral da União recomendou que a Business to Technology e os responsáveis pelo contrato no Ministério do Trabalho devolvessem R$ 4,6 milhões por causa de sobrepreço nos serviços.

O deputado Jovair Arantes disse que Mikael Medeiros foi indicação do partido. A empresa Business to Technology declarou que nenhum dos seus dirigentes conhece Mikael Medeiros e que os pagamentos do Ministério do Trabalho atenderam a determinação da Advocacia Geral da União e a recomendação do Tribunal de Contas da União.

A AGU disse que não deu nenhum aval.

O JN não conseguiu contato com Mikael Tavares Medeiros.