Um morto na Arábia Saudita por mísseis interceptados procedentes do Iêmen (coalizão)

Um morto na Arábia Saudita por mísseis interceptados procedentes do Iêmen (coalizão)

GERAL -   

Riade, 26 Mar 2018 (AFP) - As forças sauditas interceptaram sete mísseis disparados pelos rebeldes iemenitas neste domingo (25), cujos restos deixaram pelo menos um morto e dois feridos, indicou a coalizão militar que intervém no Iêmen, liderada pela Arábia Saudita.

Três dos mísseis eram dirigidos para a capital, Riade, um para a cidade de Jamis Mesheit e dois contra Jazan, no sul da Arábia Saudita, afirmou em nota o porta-voz da coalizão, o coronel Turki Al Maliki.

Os lançamentos deste domingo coincidiram com o terceiro aniversário da intervenção no Iêmen de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo contra os xiitas huthis.

O coronel Maliki mencionou, em seu comunicado, a morte de um civil, e a Defesa Civil de Riade precisou que os restos de um dos mísseis interceptados que sobrevoava a capital caíram em uma casa, provocando a morte de um egípcio e deixando dois feridos.

Essa é a primeira vez desde o começo da intervenção no Iêmen que a coalizão liderada por Riade informa tantos disparos de mísseis em apenas um dia contra a Arábia Saudita.

Para marcar o aniversário da guerra iniciada em 26 de março de 2015, o chefe dos rebeldes iemenitas, Abdel Malik Al Huti, fez um discurso contra a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois pilares da coalizão.

"Estamos dispostos a mais sacrifícios porque nosso povo se tornou mais apto a resistir à agressão", declarou em um discurso transmitido neste domingo à noite pela emissora dos rebeldes, Al Masirah.

Os seguidores do líder insurgente, de 28 anos, comemoraram uma grande concentração nesta segunda-feira na capital do país, Saná, para comemorar o início da guerra.

Desde 26 de março de 2015, uma coalizão militar comandada pelos sauditas intervém no Iêmen para apoiar as forças governamentais, reconhecidas pela comunidade internacional, em sua luta contra os rebeldes huthis, que em 2014 assumiram o controle de Saná e de outros setores do país.

O conflito no Iêmen causou mais de 9.200 mortes e deixou cerca de 53 mil feridos em três anos, provocando "a pior crise humanitária do mundo", segundo a ONU.

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