Mais advogados deixam defesa de Trump no caso da Rússia

Mais advogados deixam defesa de Trump no caso da Rússia

GERAL -   

Nova York, 26 Mar 2018 (AFP) - Dois novos advogados desistiram de se juntar à defesa de Donald Trump na investigação de seu suposto conluio com a Rússia, mas o presidente dos Estados Unidos afirmou neste domingo (25) que "muitos advogados e escritórios importantes" querem representá-lo.

Três dias depois John Dowd, seu principal advogado na investigação sobre a Rússia, renunciar, a mídia local informou que Joe diGenova e sua esposa e colega Victoria Toensing voltaram atrás na decisão de se unirem à causa.

"O presidente está desapontado que os conflitos de interesse impedem Joe diGenova e Victoria Toensing de se juntarem à sua equipe jurídica", disse o advogado de Trump, Jay Sekulow, em nota.

A Casa Branca tinha anunciado nesta semana que diGenova tinha sido contratado para se juntar à equipe jurídica encarregada de responder à investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

Mas Trump rechaçou, pelo Twitter, neste domingo, qualquer indício de que enfrente problemas para criar uma defesa.

"Muitos advogados e escritórios importantes querem me representar no caso da Rússia. (...) Não criem discursos falsos de que é difícil encontrar um advogado que queira assumir este caso", tuitou o presidente.

"Um advogado nunca rejeitaria fama e fortuna, embora vários tenham conflitos", acrescentou.

John Dowd anunciou na quinta-feira que iria deixar o cargo de coordenador da equipe jurídica que representa Trump nesta investigação.

Segundo diversos veículos de imprensa, a equipe jurídica e seu cliente teriam profundas divergências na estratégia para este caso. Dowd teria recomendado Trump para se recusar a ser questionado por Mueller, mas o presidente está disposto a depor.

DiGenova teria renunciado à defesa do presidente principalmente porque sua esposa, Victoria Toensing, defende um ex-porta-voz dos advogados do presidente e isso poderia incorrer em um conflito de interesses.

De acordo com vários meios de comunicação americanos, o temperamento de Trump - pouco aberto a conselhos - e potenciais conflitos de interesse teriam feito vários advogados desistirem de representá-lo.

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