Detido pelo atropelo de Toronto pediu à polícia que o matasse

Detido pelo atropelo de Toronto pediu à polícia que o matasse

GERAL -   

Toronto, 23 abr (EFE).- O suposto responsável pelo atropelamento de um grupo de pessoas que causou a morte de nove pessoas nesta segunda-feira pediu em repetidas ocasiões à polícia que o matasse pouco antes da sua detenção.

Vários vídeos gravados por transeuntes e exibidos pelas emissoras de televisão canadenses mostram o momento no qual o indivíduo é detido por um agente de polícia em frente à van que conduzia.

Após sair do veículo, o indivíduo aponta com o que parece ser uma arma para um agente de polícia armado que lhe ordena em várias ocasiões que se atire no chão.

O indivíduo, com o braço estendido e apontando para o agente, se nega a obedecer e se dirigindo ao agente lhe diz que tem uma arma no seu bolso. O agente responde que não se importa e que se atire no chão.

Em seguida, motorista avança alguns passos para o agente e grita: "Me mate".

O agente responde avançando contra o motorista, com um cassetete na mão, perante o que o suposto autor da morte de nove pessoas solta o objeto que tem na mão e se joga no chão, onde é algemado.

A caminhonete, que pertence a uma companhia de aluguel, mostrava danos consideráveis em sua parte dianteira.

As autoridades canadenses não qualificaram ainda o atropelamento como um atentado terrorista e se limitaram a assinalar que estão investigando "detalhadamente" o ocorrido.

O incidente coincidiu com a realização em Toronto da cúpula de ministros das Relações Exteriores do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália e Japão) que estão tratando, entre outros temas, de medidas antiterroristas e contra o extremismo jihadista.

Além dos nove mortos, pelo menos 16 pessoas ficaram feridas no incidente, incluindo duas pessoas que se encontram em situação crítica.