UE defende apoio financeiro a países que criarem centros para migrantes

UE defende apoio financeiro a países que criarem centros para migrantes

GERAL -   

Bruxelas, 24 Jul 2018 (AFP) - Os países da União Europeia (UE) que criarem "centros controlados" em seu território para permitir o desembarque de migrantes resgatados no mar deveriam dispor de financiamento europeu para a gestão e funcionamento desse projeto - afirmou a Comissão Europeia nesta terça-feira (24).

Bruxelas defende que os países voluntários a acolher estes centros, sugeridos pelos dirigentes do bloco em sua cúpula de junho, contem com um apoio financeiro total da UE para "cobrir os custos de infraestrutura e operacionais", indica um comunicado.

O comunicado explica que o objetivo dos centros seria distinguir entre pessoas que precisam de proteção internacional e, portanto, podem ter acesso ao asilo na UE, dos migrantes irregulares que não têm direito a permanecer na UE e que deveriam ser devolvidos para seus países de origem.

Os países voluntários contariam, além disso, com uma equipe de funcionários europeus, das agências de asilo, controle de fronteira e, inclusive, da Europol, para ajudá-los nas tarefas de identificação, devolução aos países de origem, ou acolhida no bloco.

Em sua proposta, o Executivo comunitário sugere destinar aos países dispostos a acolher solicitantes de asilo nesses centros cerca de 6.000 euros para cada um, uma medida similar à política de realocação vigente entre 2015 e 2017 e que teve uma veemente recusa por parte dos países do Leste Europeu.

Apesar da queda das chegadas de imigrantes por mar em relação a 2015, o novo governo de coalizão italiano, formado por partidos populistas e ultradireitistas, aumentou a pressão sobre seus sócios da UE para uma repartição maior dos imigrantes.

Roma afirmou, na semana passada, que aceitará o desembarque de imigrantes em seu território com a única condição de que outros países da UE aceitem assumir uma parte deles.