Corrida para o governo de São Paulo já tem sete candidatos confirmados

Corrida para o governo de São Paulo já tem sete candidatos confirmados

GERAL -   

  • Recorte sobre foto de Aloisio Mauricio / Fotoarena / Folhapress

    Disputa pelo assento no Palácio dos Bandeirantes: já há sete candidatos confirmados

    Disputa pelo assento no Palácio dos Bandeirantes: já há sete candidatos confirmados

A disputa para o governo do Estado de São Paulo já tem sete participantes confirmados, após uma rodada de convenções estaduais de diversos partidos neste sábado (28).

De acordo com a última pesquisa do Ibope disponível, do fim de junho, João Doria, com 19% das intenções de voto, e Paulo Skaf, com 17%, lideravam a preferência dos eleitores e estavam tecnicamente empatados.

O terceiro colocado, Márcio França, ainda não oficializou a candidatura, mas deve fazê-lo no próximo domingo (5), quando ocorrerá a convenção do PSB paulista.

Veja quem são os candidatos oficialmente na disputa até agora:

Adriano Costa e Silva (DC)
Reprodução/Facebook
Major do Exército Adriano Costa e Silva (centro) é o candidato ao governo de São Paulo do Democrata Cristão

O DC, Democrata Cristão, lançou chapa pura para disputar o governo de São Paulo. O candidato ao cargo de governador é o major do Exército Adriano Costa e Silva e o vice é Humberto Alencar. Os candidatos não pontuaram na última pesquisa Ibope divulgada.

A confirmação da candidatura ocorreu na manhã deste sábado, no bairro do Butantã, zona oeste paulistana. 

Cláudio Fernando Aguiar (PMN)
Reprodução/Facebook
Cláudio Fernando Aguiar, candidato do PMN ao governo de São Paulo

O PMN (Partido da Mobilização Nacional) anunciou oficialmente também no sábado o nome do professor Cláudio Fernando Aguiar ao governo de São Paulo, durante convenção realizada na Câmara Municipal. Ele vem acompanhado de Roberto Campos, da Rede Sustentabilidade, como seu vice. 

Na última pesquisa Ibope, Cláudio Fernando aparecia com 1% das intenções de voto.

João Doria (PSDB)
FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ex-prefeito João Doria (dir.), candidato do PSDB, e o tucano Geraldo Alckmin

O empresário tucano João Doria também foi confirmado neste sábado como candidato ao governo do Estado, ao lado de Rodrigo Garcia (DEM) como vice.

O ex-prefeito de São Paulo deixou o governo da capital no primeiro semestre de 2018, um ano após ter sido eleito, para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. A confirmação de sua candidatura ocorreu em um centro de convenções na Barra Funda (zona oeste da cidade), onde foi selada a aliança PSDB-PSD-DEM-PRB-PTC-PP em São Paulo, estado governado pelos tucanos há 24 anos.

Durante o evento, Doria disse que vai "empunhar as mesmas bandeiras e causas" de Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, e elogiou o juiz federal Sérgio Moro, a quem se referiu como "herói que pôs Lula na cadeia".

Lisete Arelaro (PSOL)
Karime Xavier/Folhapress
Lisete Arelaro, candidata do PSOL ao governo de São Paulo

Pelo PSOL, foi confirmada a candidatura de Lisete Arelaro, ex-diretora da Faculdade de Educação da USP, com Maurício Costa como vice.

Uma das propostas apresentadas por ela durante o evento do PSOL, realizado na Câmara Municipal de São Paulo (centro da cidade), foi a de transformar o Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo, em um centro de formação popular.

"Nós entendemos que é injusto elogiarmos tanto os bandeirantes pelo o que eles fizeram ao Brasil. Primeiro, eles mataram os índios sem dó nem piedade. E, segundo, eles roubaram o nosso ouro e não foi pouco", afirmou, em entrevista após a convenção.

A candidata afirmou que pretende reativar salas de aula noturnas que foram fechadas nos últimos anos pelo governo e também disse que terminaria obras paralisadas ou com lentidão no governo Alckmin, sobretudo na área de transporte. Ela tinha, ao fim de junho, 3% das intenções de voto, segundo pesquisa do Ibope.

Luiz Marinho (PT)
Valério Gonçalves/Estadão Conteúdo
Luiz Marinho (esq.), candidato do PT, e o ex-prefeito da capital Fernando Haddad

O PT confirmou como candidato Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo , em evento no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Com a presença de muitos militantes petistas, foi feita a leitura de uma carta enviada ao partido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há três meses em Curitiba. No texto, Lula afirma que houve "um golpe dentro do golpe com a intenção de tira-lo das eleições em que é favorito".

"Quero ser governador para ajudar Lula a governar o Brasil", disse Marinho, que convocou os eleitores a participarem da homologação da candidatura de Lula à Presidência, no dia 4 de agosto, na Casa de Portugal, em São Paulo.

"Vamos fazer com São Paulo o que Lula fez com o Brasil e ser o governo da mudança", afirmou o candidato, que aparecia com 3% das intenções de voto na última pesquisa.

Paulo Skaf
Marcelo Justo/Folhapress
Ao lado de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, Skaf confirmou sua candidatura ao governo de SP pelo MDB

O empresário Paulo Skaf foi confirmado candidato do MDB, acompanhado da tenente-coronel da Polícia Militar Carla Basson, sua vice na chapa, no evento realizado no Clube Sírio, na zona sul da capital paulista.

Em seu discurso, o empresário apostou nos temas violência e segurança pública e disse que vai trabalhar para que as polícias atuem "entrosadas".

"Quero delegacias adequadas, modernas, quero policiais civis se orgulhando de serem policiais, quero que a população de São Paulo se orgulhe da nossa Polícia Civil, quero que as polícias Civil e Militar trabalhem entrosadas", afirmou.

O candidato disse ainda que é necessário atuar para "mudar a legislação" e que o governador de São Paulo precisa ter força política para isso. "Há problemas que estão aí há 15 anos."

Rogério Chequer (Novo)
Fabio Braga/Folhapress
Rogerio Chequer, empresário e um dos criadores do movimento Vem Pra Rua

O Partido Novo já tinha confirmado, na quinta-feira (26), a participação do engenheiro e empresário Rogério Chequer na disputa ao governo, acompanhado de Andrea Menezes como vice.

Um dos criadores do movimento Vem Pra Rua, que realizou uma série de passeatas a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o candidato disse que está disposto a livrar o país da velha política.

"Seríamos insanos de acreditar que se continuarmos a fazer as mesmas coisas como esses canalhas estão fazendo até agora vamos ter resultados diferentes. Chega, a gente vai fazer diferente", afirmou. Chequer tem 1% das intenções de voto, segundo o Ibope de junho.

(*com informações de Mirthyani Bezerra e Janaina Garcia)