Casa Branca lamenta processo eleitoral "deficiente" no Cambodja

Casa Branca lamenta processo eleitoral "deficiente" no Cambodja

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Washington, 29 jul (EFE).- O governo dos Estados Unidos lamentou o processo eleitoral deste domingo no Cambodja, quando o Partido do Povo do Cambodja (PPC) renovou o seu mandato com grande maioria e que a Casa Branca qualificou de "deficiente" por excluir a principal formação opositora.

O PPC obteve vitória arrasadora nas eleições presidenciais realizadas hoje e cuja a legitimidade foi posta em xeque, após o principal partido opositor ter se tornado ilegal.

"Estas eleições deficientes, nas quais o principal partido da oposição foi excluído, representam o maior golpe dado até o momento no sistema democrático da Constituição do Cambodja", afirmou o governo americano em comunicado.

Para o Executivo em Washington, este pleito "corrói" as conquistas políticas obtidas pelo país desde a assinatura dos Acordos de Paz de Paris de 1991. De acordo com a nota, a Casa Branca está "profundamente decepcionada" com a decisão do governo cambojano de desautorizar "milhões de eleitores" e "democracias genuínas toleram pontos de vista opostos e fomentam a competição eleitoral".

"Ao contrário, nos meses anteriores à eleição, o governo cambojano endureceu ainda mais as restrições sobre os veículos de comunicação independentes e a sociedade civil, dissolveu o principal partido da oposição e deteve seus líderes", acrescentou o comunicado.

O texto terminou com a seguinte advertência: "Os Estados Unidos estudarão ações adicionais em resposta a este pleito".

Mais de 8,3 milhões de cambojanos estavam aptos a votar nestas eleições, às quais concorreram outras 19 candidaturas, a maioria criada nos últimos meses, entre as quais não estava o Partido para o Resgate Nacional do Camboja (PRNC). Conforme os resultados preliminares divulgados pela emissora de TV estatal para cada uma das 25 províncias do país, o PPC venceu em todas elas, com mais de 80% dos votos válidos.

Estes números permitirão o primeiro-ministro Hun Sen, no poder desde 1985, estender por mais cinco anos o seu mandato. Pouco depois do fechamento das urnas, ele agradeceu o apoio dos eleitores.