Após encontro com Lula, PT decide recorrer à ONU e ao STF por candidatura

Após encontro com Lula, PT decide recorrer à ONU e ao STF por candidatura

GERAL -   

  • Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo

O PT vai recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa ter sua candidatura registrada para concorrer à Presidência nas eleições de outubro. Além disso, o partido promete peticionar dois recursos no STF (Supremo Tribunal Federal): – um eleitoral e um criminal – para que não haja a necessidade de substituir o nome do ex-presidente no prazo de 10 dias atribuído pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no último sábado.

"O presidente Lula tomou a decisão de peticionar junto à ONU para que se manifeste sobre a decisão das autoridades eleitorais brasileiras em relação à determinação da ONU para que sua candidatura fosse registrada", afirmou Fernando Haddad, vice-presidente na chapa do PT.

Além de Haddad, uma comitiva, que contou com a presença da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e advogados, ingressou na Polícia Federal por volta das 9h30 para se reunir com Lula. Foi o primeiro encontro de Haddad com Lula desde o julgamento do TSE que rejeitou a candidatura do ex-presidente.

Inicialmente, Haddad falaria com a imprensa por volta do horário do almoço. No entanto, as reuniões seguiram no período da tarde. Até mesmo uma agenda do candidato a vice-presidente, prevista para o fim da tarde, em Porto Alegre, foi cancelada devido à extensão da reunião.

Em visita a Alagoas, no último fim de semana, Haddad negou que o PT esteja confundindo a cabeça do eleitor com a indefinição sobre a candidatura de Lula. "Eu acredito que a população brasileira está acompanhando os nossos movimentos e os do presidente Lula, não só com muita atenção, mas também com muita sabedoria", destacou o candidato em entrevista coletiva concedida no domingo (2), ao lado de Renan Calheiros (MDB-AL).

Durante o evento, Haddad evitou traçar um cenário eleitoral sem a presença de Lula. "A gente, desde janeiro, quando tudo começou a parecer estranho, a condenação lá do TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região], nós fizemos um pacto interno que não foi violado até hoje", disse. Em entrevistas anteriores, Haddad chegou a afirmar que o pacto é ir com Lula "até as últimas consequências".

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