Trump volta a criticar procurador-geral pela gestão de investigações

Trump volta a criticar procurador-geral pela gestão de investigações

GERAL -   

Washington, 3 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta segunda-feira seu questionado procurador-geral, Jeff Sessions, pela gestão das investigações como principal responsável do Departamento de Justiça.

"Duas investigações do período de (Barack) Obama sobre dois congressistas republicanos muito populares que derivaram em duas acusações muito divulgadas, justo antes das eleições legislativas, pelo Departamento de Justiça de Jeff Sessions. Duas vitórias fáceis agora em dúvida porque não há tempo suficiente. Bom trabalho, Jeff...", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

O governante deixou assim no ar a ideia de que as decisões do responsável pela pasta de Justiça de seu governo poderiam estar influenciadas por interesses partidários.

Embora não tenha mencionado a quem se referia, Trump pareceu questionar as acusações por diferentes delitos sobre dois congressistas republicanos conhecidas agora em agosto: Duncan Hunter, da Califórnia, e Chris Collins, de Nova York.

O presidente continuou em outro tweet com suas críticas a Sessions ao considerar que os democratas "o amam agora", da mesma forma que a James Comey, o ex-diretor do FBI que demitiu em maio de 2017.

"Os democratas o odiavam, o queriam fora, pensavam que era asqueroso, ATÉ QUE EU LHE DESPEDI! Imediatamente se transformou em um homem maravilhoso, uma figura santa, de fato. Muito doentio", escreveu o presidente sobre Comey, que assegurou há meses que Trump lhe pediu que "deixasse pra lá" uma investigação contra Michael Flynn, ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca.

As críticas de Trump se emolduram em um contexto de contínuas críticas públicas contra seu procurador-geral, a quem questionou recorrentemente depois que este decidiu afastar-se da investigação da trama russa.

Após o afastamento de Sessions e a demissão de Comey, Robert Mueller foi nomeado em maio de 2017 como promotor especial para dirigir as investigações sobre a suposta coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia.