Trump renova pressão contra procurador-geral por casos contra dois republicanos

Trump renova pressão contra procurador-geral por casos contra dois republicanos

GERAL -   

Washington, 3 Set 2018 (AFP) - Donald Trump voltou a atacar nesta segunda-feira (3) o procurador-geral, Jeff Sessions, que tem sido alvo de sua ira durante vários meses, ao compará-lo com o ex-diretor do FBI James Comey, demitido em 2017.

O motivo da nova crítica do presidente é a acusação por parte da justiça federal contra Duncan Hunter e Chris Collins, dois parlamentares republicanos próximos a ele que esperava que fossem reeleitos em novembro.

"Duas investigações da Era Obama de dois congressistas republicanos muito populares foram apresentadas logo antes das eleições de meio período pelo Departamento de Justiça de Jeff Sessions. Duas vitórias certas agora estão em dúvida", tuitou Trump. "Bom trabalho, Jeff", acrescentou com tom sarcástico.

O presidente tem feito uma campanha pública contra o republicano do Alabama que nomeou para o posto mais importante com relação ao cumprimento da lei, principalmente por ter ficado à margem da investigação sobre um suposto conluio com a Rússia, que tem perturbado a sua Presidência.

Isso enfraqueceu a posição do procurador-geral, embora Trump tenha dito recentemente a Bloomberg News que Sessions continuaria no cargo, ao menos até depois das eleições de meio de período, em novembro.

Sob a pressão de Trump, Sessions fez uma declaração incomum no mês passado: "Enquanto eu for procurador-geral, as ações do Departamento de Justiça não serão indevidamente influenciadas por considerações políticas".

Os dois representantes eleitos na Câmara de Representantes foram os primeiros aliados de Trump durante a sua campanha.

Hunter é acusado de desviar 250 mil dólares de fundos de campanha, enquanto Chris Collins foi acusado de tráfico de informação privilegiada, pelo qual desistiu de se candidatar às eleições legislativas de novembro.

"Os democratas, nenhum dos quais votou por Jeff Sessions, devem adorá-lo agora, assim como o mentiroso James Comey. Todos os democratas o odiavam, o queriam fora, o achavam desagradável, ATÉ QUE EU O MUDEI!", tuitou o presidente.

Comey, ex-diretor do FBI, se tornou uma figura anti-Trump após a sua demissão em maio de 2017, e especialmente desde o lançamento de suas memórias este ano, nas quais retrata a ira do presidente americano.