Ortega diz ter interesse em participar da Cúpula Ibero-Americana em novembro

Ortega diz ter interesse em participar da Cúpula Ibero-Americana em novembro

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Manágua, 4 set (EFE).- O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, está disposto a comparecer à Cúpula Ibero-Americana que será realizada em novembro na cidade de Antígua, na Guatemala, e destaca a importância da reunião "neste momento".

"Estamos convidados, o presidente (Jimmy) Morales nos convidou e claro que me interessa ir à Cúpula", explica Ortega em entrevista à Agência Efe.

Em sua opinião, "é muito importante uma cúpula neste momento, porque infelizmente neste momento não temos um mecanismo regional e, neste caso, vejo o mecanismo (a cúpula) como regional, embora estejamos em continentes diferentes", em referência a Espanha e Portugal.

O presidente nicaraguense acrescentou que "historicamente e culturalmente é um organismo regional pelo qual estamos entrelaçados com a Espanha e é a oportunidade de nos reunirmos, nos convocarmos, pois se não for por isso, não podemos convocar a todos".

"Não houve reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Os organismos de integração que existiam no sul estão se partindo e desaparecendo", lamenta o governante.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, adiantou há algumas semanas que sua intenção também é comparecer à cúpula, que será a primeira do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.

Ortega afirma que está aberto a relações com toda a comunidade internacional e que sua intenção é procurar meios de "promover o comércio e para que seja possível para nossas pequenas economias se mover em muitas direções, buscarmos como abrir novos mercados. Logicamente, sempre temos o maior peso, o maior dinamismo, na região da América Central também frente aos Estados Unidos ".

O presidente da Nicarágua enfrenta uma crise sociopolítica que começou no último dia 18 de abril em consequência de reformas na Previdência Social e que desencadearam em uma revolta da população na qual foram assassinadas, segundo o governo, 195 pessoas, enquanto organismos de direitos humanos elevam o número para mais de 400.