Rollo ignora pedido de Peres e diz que não renunciará ao cargo de vice

Rollo ignora pedido de Peres e diz que não renunciará ao cargo de vice

GERAL -   

  • Ivan Storti/Santos FC

No último sábado (29), após ter o impeachment negado pelos sócios em assembleia realizada na Vila Belmiro, José Carlos Peres, presidente do Santos, deixou claro que pretende continuar seu trabalho sem a presença do desafeto Orlando Rollo. O vice-presidente, porém, não pensa em renunciar ao cargo, o que deve provocar novos conflitos políticos no clube.

Logo após a vitória nas urnas, Peres conversou com a imprensa e disse que, por ele, Rollo não fica. Ele comparou a relação dos dois com um casamento e afirmou que não há mais clima para que o vice continue ao "seu lado".

"Acho que o rearranjo político acabou. É que nem casamento, quando acaba a confiança, acabou. Na segunda-feira, nós vamos ter uma conversa na reunião do Comitê de Gestão. Não vou tratar como renúncia, mas como uma conversa. É necessário termos paz. Mas por mim ele não fica", afirmou José Carlos Peres.

Procurado pelo UOL Esporte , Rollo adiantou que não irá atender às expectativas de José Carlos Peres. "Não penso (em renunciar)", afirmou. Ele disse ainda não saber da reunião citada por Peres, mas admitiu a necessidade de uma conversa: "Não procede, não estou nem sabendo. Não tem nenhuma reunião convocada. Mas evidente que precisamos conversar".

Segundo apurou a reportagem, a conversa citada por Peres não irá mesmo ocorrer nessa segunda. O que deve acontecer é apenas uma reunião entre ele e os gerentes das quatro áreas do clube – futebol, financeiro, jurídico e marketing/comunicação – para definir algumas medidas a serem tomadas nos próximos dias, incluindo, provavelmente, o corte de alguns cargos.

"O Santos precisa de paz. Eu preciso de paz para trabalhar. Eu fiz o que tinha que fazer até agora. Eu não deixei de fazer nada. Só que isso me custou também muito cansaço, dormir tarde, se preocupar, e esse entulho financeiro que o Santos tinha e ainda tem – devemos mais de R$ 80 milhões até dezembro -, essa preocupação de chegar no fim do ano. Eu preciso estar em paz com todo mundo, senão eu não consigo administrar", afirmou o presidente, após a votação.

No sábado (29), mais de 60% dos sócios votaram contra o impeachment e optaram pela permanência de Peres no cargo. Em um dos processos, 2.001 associados foram contrários ao impedimento – enquanto 1.155 estiveram a favor. No outro, o placar final foi de 2.064 votos a 1.088.