Venezuela anuncia criação de polícia migratória para fronteiras

Venezuela anuncia criação de polícia migratória para fronteiras

GERAL -   

Caracas, 5 out (EFE).- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira a criação da polícia "migratória" para atender à "realidade" em 72 pontos de controle nas fronteiras, portos e aeroportos em um momento no qual o país passa por uma severa crise econômica que levou milhares de venezuelanos a emigrar.

"Nasceu na Venezuela a polícia migratória para preservar a segurança da população, para ter um controle migratório", disse a vice-presidente em declarações ao canal estatal "VTV".

Rodríguez afirmou que esta será uma corporação policial "muito especializada" que se ocupará de "atender à realidade na fronteira" e de enfrentar uma suposta "campanha de falsidades promovida por Colômbia" e Estados Unidos.

Segundo o governo de Nicolás Maduro, existe uma campanha internacional "de descrédito" para promover a ideia de que existe uma migração maciça de venezuelanos, sobretudo para outros países da região, com o objetivo de que essas afirmações preparem o caminho para uma invasão internacional.

No entanto, não foi só Colômbia e Brasil, que possuem fronteira com a Venezuela, que reportaram nos últimos anos - e sobretudo nos últimos meses - a entrada de milhares de venezuelanos, mas também Peru, Equador, Chile, Argentina, Panamá e República Dominicana. Os imigrantes que chegam a esses países garantem que estão fugindo da crise venezuelana.

Quase 2,5 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos quatro anos, segundo dados da Organização Internacional das Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), um número que o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) acredita que pode crescer e alcançar os 4 milhões no fim de ano.

"Com esta polícia migratória avançamos na defesa, na preservação da soberania da Venezuela, avançamos na consolidação da segurança pública e avançamos no controle migratório para que a verdade se imponha e não as mentiras imperiais que Washington pretende vender muito barato ao mundo", disse Rodríguez.