Bolsonaro lamenta assassinato de homem na Bahia

Bolsonaro lamenta assassinato de homem na Bahia

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SÃO PAULO, 10 OUT (ANSA) - O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, lamentou que um de seus apoiadores tenha esfaqueado e assassinado um homem na Bahia. No entanto, o político, que disputará o segundo turno das eleições ao Palácio do Planalto, alegou que "não tem controle sobre as milhões de pessoas" que votam nele. "Pô, cara! Foi lá pergunta essa invertida... quem tomou a facada fui eu, pô! O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso. Eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam", disse Bolsonaro, que conquistou 46% dos votos válidos no primeiro turno das eleições e enfrentará o candidato Fernando Haddad, do PT, no dia 28 de outubro. Na madrugada de segunda-feira (8), um homem identificado como Paulo Sérgio Ferreira de Santa, de 36 anos, teve uma discussão política com um mestre de capoeira, na Bahia, chamado Romualdo Rosário da Costa e conhecido como Moa de Katendê, de 63 anos.   


O mestre de capoeira foi esfaqueado e morto após dizer ao agressor que era contrário ao candidato Jair Bolsonaro que tinha votado no PT no primeiro turno.   


Paulo confessou o crime, mas negou que o motivo da agressão tenha sido político. Ele alegou que fora ofendido pelo capoeirista. Questionado pela imprensa, Bolsonaro, por sua vez, disse que a violência e a intolerância estão sendo geradas por seu adversário, Haddad, e relembrou que ele mesmo foi alvo de uma facada em Juiz de Fora, Minas Gerais.   


"A violência veio do outro lado, a intolerância veio do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso aí", alegou Bolsonaro, que é criticado por seus discursos em apologia às armas. (ANSA)
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