Dono da Havan diz ser usado como 'bode expiatório' contra Bolsonaro

Dono da Havan diz ser usado como 'bode expiatório' contra Bolsonaro

GERAL -   

  • Reprodução/Facebook

    O empresário Luciano Hang (esq.) apoia a candidatura de Bolsonaro ao Planalto

    O empresário Luciano Hang (esq.) apoia a candidatura de Bolsonaro ao Planalto

Em resposta à ação movida pela campanha do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad , sobre um esquema de mensagens contra o partido, o dono das lojas Havan, Luciano Hang, disse ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que ele e sua empresa estariam sendo acusados por algo que não fizeram. O objetivo, segundo a defesa do empresário, seria prejudicar a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) .

Em sua edição de quinta-feira (18), o jornal "Folha de S.Paulo" indicou que empresas estariam envolvidas em um esquema ilegal de propaganda contra o PT por meio de mensagens no WhatsApp. Entre elas, estaria a rede de lojas Havan.

Com base na denúncia, a campanha de Haddad entrou com uma ação de investigação junto ao TSE por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação . Hang e Bolsonaro são alguns dos alvos do processo, que está nas mãos do corregedor-geral eleitoral, ministro Jorge Mussi. Ele ainda não se manifestou na ação.

"É importante registrar que Luciano Hang e a Havan não temem qualquer investigação dos fatos narrados, pois claramente improcedentes", disse a defesa do empresário em manifestação enviada ao TSE na quinta -feira à noite.

"Todavia, antecipam manifestação nesta oportunidade, pois não admitem que sejam utilizados como 'bodes expiatórios' para que a coligação autora ataque indevidamente a democracia e o candidato Jair Bolsonaro".

Na manifestação, Hang diz, por meio de sua defesa, que "jamais contratou e contratará tais serviços de impulsionamento pelo WhatsApp para propagar notícias, informações ou vídeos de cunho eleitoral-político". Os advogados também apontam que a campanha do PT não apresentou provas para embasar a ação.

A campanha de Haddad chegou a pedir quebra de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos, além da realização de busca e apreensão contra Hang e a loja.

Para a defesa do empresário, as medidas são desnecessárias. "É apenas uma tentativa desesperada de candidato que perdeu o primeiro turno das eleições e que, segundo as pesquisas, perderá novamente no segundo turno. A intenção do autor é clara: tumultuar o cenário político e atacar seus adversários! Nada além disso!" 

Os advogados de Hang dizem que a ação da campanha de Haddad "foi proposta com o único propósito de intimidar apoiadores e cassar a candidatura à presidência de Jair Bolsonaro e sua chapa", chegando a dizer que se trata de "uma tentativa irregular de atacar politicamente o candidato melhor colocado nas pesquisas eleitorais".

Na manifestação, os advogados dizem que a eleição do petista "é impossível". "Evidencie-se: ao longo de toda a eleição, o senhor Haddad não conseguiu galgar possibilidades estatísticas de eleição e, nas últimas pesquisas, o quadro vem apenas se agravando".

Procurada pela reportagem, os advogados da campanha de Haddad ainda não se manifestaram.

Mais cedo, em transmissão ao vivo em seus perfis nas redes sociais, Hang refutou reportagem da Folha e disse que não comprou pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp.

Em sua transmissão, Hang chamou a reportagem da Folha de "mentira", "fake news" e afirmou que processará o jornal.

Também na quinta-feira, Bolsonaro disse que não tem com controlar "empresário simpático" a ele .

"Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência", afirmou o candidato ao site "O Antagonista".

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