Ex-presidente da Federação de Ginástica dos EUA é detido por caso de assédio

Ex-presidente da Federação de Ginástica dos EUA é detido por caso de assédio

GERAL -   

Austin (EUA), 18 out (EFE).- O ex-presidente da Federação de Ginástica dos Estados Unidos, Steve Penny, foi detido sob acusação de manipular e eliminar possíveis provas das denúncias de abusos sexuais contra o ex-médico da seleção americana Larry Nassar.

O dirigente está preso em Gatlinburg, no estado do Tennessee, e deve ser transferido para o condado de Walker, no Texas, onde o caso é julgado.

Os abusos sexuais sofridos por mais de 300 meninas aconteceram no centro de treinamento Karolyi Ranch, as instalações oficiais que a federação tem nos arredores da cidade texana de Huntsville.

A acusação oficial, feita há três semanas por um grande júri, alega que Penny ordenou a eliminação dos documentos do local, com o objetivo de "impedir a investigação em curso".

Em comunicado, as autoridades afirmam que os documentos foram entregues posteriormente ao presidente na sede central da Federação de Ginástica, em Indianápolis (Indiana) e que estão "desaparecidos".

Por sua vez, a advogada de Penny, Edith Matthai, disse em entrevista à emissora de televisão "CNN" que o dirigente estava de férias com a família no Tennessee e não sabia que tinha recebido uma acusação formal.

Se for declarado culpado pelo crime de obstrução de justiça, o acusado pode ser condenado a uma pena de até 10 anos de prisão, além de ter que pagar uma multa de até US$ 10 mil.

Larry Nassar, que era o médico da seleção de ginástica dos EUA, foi condenado em Michigan no início do ano a uma pena de 40 a 175 anos de prisão por abuso de menores, embora já estivesse cumprindo uma sentença de 55 anos por pornografia infantil em uma prisão da Flórida.

A decisão foi tomada depois do testemunho de mais de 150 meninas e mulheres, incluindo medalhistas olímpicas, que sofreram estas agressões. Segundo a investigação do caso, 332 atletas foram assediadas pelo médico.

A Universidade do Estado de Michigan, onde Nassar trabalhou durante décadas, concordou em pagar US$ 500 milhões em indenizações para as vítimas.