Ataque no Afeganistão mata 2 chefes policiais; comandante da Otan sobrevive

Ataque no Afeganistão mata 2 chefes policiais; comandante da Otan sobrevive

GERAL -   

Cabul, 18 out (EFE).- O chefe da Polícia de Kandahar, general Abdul Raziq, e o chefe da Inteligência Abdul Momin morreram nesta quinta-feira em um ataque realizado por uma pessoa "infiltrada" no complexo governamental municipal, no qual o comandante da Otan no Afeganistão, tenente-general Austin "Scott" Miller, saiu ileso.

Uma terceira pessoa também morreu e quatro ficaram feridas, entre elas o porta-voz do governador, Aziz Ahmad Azizi. O "infiltrado", identificado como Gulbadin e que trabalhava como segurança do governador da província, abriu fogo contra Raziq quando autoridades afegãs e da Otan, que acabavam de participar de uma reunião, se dirigiam para o heliporto, de acordo com o chefe do Exército, general Sharif Yaftali.

"Aconteceu às 15h30 (horário local, 8h em Brasília), quando um insurgente que estava no seu posto fez o ataque. Neste ataque, morreram o valente general Abdul Raziq, chefe da Polícia de Kandahar, e o general Abdul Momin, diretor do Diretório Nacional de Segurança (NDS) na província", afirmou em entrevista coletiva o vice-ministro do Interior, Akhtar Muhammad Ibrahimi.

A ONG Nai, que defende os direitos dos jornalistas, informou em comunicado que um repórter também morreu no ataque. Ele foi identificado apenas como Salim e estava cobrindo o encontro oficial para a emissora "Kandahar State TV".

A missão da Otan no Afeganistão, Resolute Support (Apoio Decidido), confirmou no Twitter que três americanos ficaram feridos e que Miller passa bem. De acordo com o grupo, conforme informações iniciais, essa foi uma ação de "afegãos contra afegãos".

Na última década, Raziq, um dos chefes mais importantes da Polícia do Afeganistão, ocupou vários cargos nas Forças de Segurança.

Ele era uma figura poderosa, mas também controversa, acusada de torturar prisioneiros e conhecido pela brutalidade no combate ao terrorismo. Em diversas ocasiões organizações humanitárias pediram para que ele fosse afastado do posto.