Autor do ataque de Melbourne tinha vínculos com extremismo islâmico

Autor do ataque de Melbourne tinha vínculos com extremismo islâmico

GERAL -   

Sydney (Austrália), 10 nov (EFE).- O autor do ataque com faca nesta sexta-feira em Melbourne, que terminou com um morto e dois feridos, tinha vínculos com o extremismo islâmico, informou neste sábado a polícia australiana.

Hassan Khalif Shire Ali, também conhecido como Hassan Ali e Hassan Khalif, chocou seu veículo, carregado com garrafas de gás, em uma área comercial da rua Bourke e atacou com uma faca os transeuntes do local, até que a polícia lhe atingiu no peito.

Este somali de 30 anos, que morreu pouco depois do ataque no hospital, "tinha ideias radicais e havia tido seu passaporte suspenso em 2015 por tentar viajar para a Síria", disse em entrevista coletiva em Melbourne o subcomissário interino de Segurança Nacional da Polícia Federal Australiana, Ian McCartney.

Shire Ali migrou à Austrália junto com sua família nos anos 80 e seu irmão, Ali Khalif Shire Ali, enfrenta um julgamento em Melbourne por supostamente planejar um atentado terrorista durante as últimas festas de ano novo nessa cidade.

McCartney, que esteve acompanhado na entrevista coletiva do chefe policial do estado de Victoria e da prefeita de Melbourne, esclareceu que as autoridades "não vigiavam ativamente este indivíduo" e tentam estabelecer como deu este passo que o levou a cometer o atentado na rua Bourke, uma das mais transitadas do país.

A polícia australiana também realizou neste sábado operações em coordenação com unidades antiterroristas em duas casas no oeste de Melbourne, que acredita-se que são parte das investigações vinculadas a este ataque.

A imprensa local informou que o falecido no ataque da rua Bourke é Sisto Malaspina, de 78 anos e coproprietário de um conhecido restaurante em Melbourne.

O Estado Islâmico (EI) assumiu ainda na sexta-feira a autoria do ataque e garantiu que o autor dos esfaqueamentos é um de seus combatentes.

Por sua vez, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse a jornalistas no sábado em Sydney que "a maior ameaça do extremismo religioso neste país é a ideologia radical e extremista do islã".

As autoridades australianas elevaram o alerta terrorista em setembro de 2014 e aprovaram desde então uma série de leis antiterroristas para prevenir atentados.

A Austrália sofreu quatro ações violentas neste período e os corpos de segurança frustraram mais de uma dúzia de planos para cometer atentados e detiveram mais de 70 pessoas em diversas intervenções.