Jornal Floripa - Ex-prefeito de Capela é alvo em operação contra esquema de royalties

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Ex-prefeito de Capela é alvo em operação contra esquema de royalties

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A 'Operação Timóteo', que apura um esquema de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral, foi deflagrada em 11 estados nesta sexta-feira (16). De acordo com o delegado da Polícia Federal, Rodrigo Passos, foram cumpridos em Sergipe um mandado de condução coercitiva do ex-prefeito do município de Capela, Manoel Messias Sukita, e dois de busca e apreensão. Os agentes fizeram buscas no apartamento do ex-prefeito localizado no Bairro 13 de Julho, Zona Sul de Aracaju, e também apreenderam documentos na sede da Prefeitura de Capela, que fica a 97 km da capital. O ex-prefeito foi encontrado em Capela e está sendo levado para a sede da PF em Aracaju. Oito agentes federais se dividiram em duas equipes para cumprirem os mandados. Sukita é presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) em Sergipe. Ele foi o segundo candidato a prefeito com mais votos na última eleição para o município de Japaratuba. A esposa dele, Silvany Sukita, conseguiu se eleger à Prefeitura de Capela no último pleito. O advogado de Sukita, Manoel Cacho, disse que o cliente vai colaborar com a investigação. "A condução coercitiva virou uma praxe no Brasil. Infelizmente a polícia já não convida, ela pega e traz. Eu acho que isso não é nem o caso de discutir porque já é notório no Brasil. Para nós advogados, isso é um absurdo do próprio Poder Judiciário que determina essa condução coercitiva sem ter antes mandado intimar. As vezes a pessoa é conduzida coercitivamente e não é denunciada, isso é uma coisa que a gente tem que ver com bastante reserva", afirmou Cacho. Entenda o caso A operação foi batizada de Timóteo em referência a um dos livros da Bíblia. Um dos alvos das investigações, informou a PF, é um líder religioso suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, o nome do religioso e da igreja ainda não tinham sido divulgados pelas autoridades policiais. Além do Distrito Federal, as ações da Polícia Federal ocorreram em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A suposta organização criminosa, de acordo com a PF, agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios. Em 2015, o CFEM acumulou quase R$ 1,6 bilhão. Ainda conforme os investigadores, munidos das informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços. As investigações tiveram início no ano passado, no momento em que a Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A autarquia federal, ligada ao Ministério de Minas e Energia, é responsável pela fiscalização da exploração mineral no país.

Fonte: http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2016/12/ex-prefeito-de-capela-e-alvo-em-operacao-contra-esquema-de-royalties.html

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