EUA prepara mais sanções contra Rússia por negociar com Coreia de Norte

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Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira que preparam mais sanções econômicas contra a Rússia, após incluir na lista negra duas empresas russas que negociaram com a Coreia do Norte violando o embargo adotado pela ONU. Sigal Mandelker, subsecretária de Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro americano, disse que "sem dúvida" ocorrerão mais sanções contra entidades e indivíduos russos por parte do governo de Donald Trump. "Sem dúvida seguirão vendo mais (medidas punitivas) desta administração", disse a funcionária durante audiência no Senado. Mandelker assinalou que as sanções de Washington já afetaram economicamente Moscou e podem afetar ainda mais. "Não duvidaremos em fazê-lo se sua conduta não mudar de maneira clara e significativa". O Tesouro americano impôs nesta terça-feira sanções a duas empresas de transporte naval e seis navios russos por violarem as sanções econômicas contra a Coreia do Norte. Mais cedo, o Tesouro havia informado que as companhias Primorye Maritime Logistics Co. e Gudzon Shipping Co. possuem um navio, o M/V Patriot, que realizou transferências de petróleo a barcos norte-coreanos duas vezes este ano. Essa ação violou o embargo, respaldado pela ONU, de fazer negócios com a Coreia do Norte, como parte de um esforço para pressionar Pyongyang para que abandone seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos. "As transferências para barcos de bandeira norte-coreana a partir da Rússia ou qualquer outro lugar que forneça, venda ou transfira para a Coreia do Norte estão proibidas pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU", recordou o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin. "As consequências de se violar estas sanções permanecerão vigentes até que tenhamos conseguido a total, final e verificada 'desnuclearização' da Coreia do Norte". Em outro anúncio, o Departamento do Tesouro incluiu na sua lista negra duas companhias e dois indivíduos que teriam ajudado outra empresa russa, a Divetechnoservices, a driblar as sanções que lhe haviam sido impostas em junho por supostas atividades de hackers. A Divetechnoservices e três funcionários da empresa foram sancionados originalmente por administrar e apoiar as capacidades subaquáticas do governo russo no monitoramento e na pirataria de cabos de comunicações submarinos no mundo todo. Mandelker disse que Washington mantém a pressão sobre a Rússia dada a sua contínua "atividade maliciosa" em todo o mundo, e citou como exemplos a interferência nas eleições americanas, o apoio ao regime de Bashar al Assad na Síria, o uso de arma química em uma tentativa de assassinato na Grã-Bretanha e a violação dos direitos humanos de seus próprios cidadãos. - Microsoft fecha seis sites - Ainda nesta terça-feira, a Microsoft anunciou o fechamento de seis sites falsos da agência de inteligência militar russa GRU, destinados a redirecionar o tráfego de dois grupos de especialistas conservadores dos Estados Unidos e do Senado americano. A Microsoft disse que um destes grupos é o Instituto Republicano Internacional, que promove os princípios democráticos e cuja direção inclui o senador republicano John McCain, um forte crítico de Putin. O outro é o Hudson Institute, que apoia a manutenção da pressão econômica e política sobre a Rússia e o fortalecimento da Otan, posições contrárias às adotadas pelo presidente Trump. Os hackers do GRU também estabeleceram domínios da Internet falsos supostamente imitando os do Senado americano, segundo a Microsoft.

Fonte: http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2018/08/21/eua-prepara-mais-sancoes-contra-russia-por-negociar-com-coreia-de-norte/
 

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