Alckmin aposta no rádio e na TV

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Com 44% do tempo da propaganda eleitoral de rádio e TV garantidos, o candidato à presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) apostará no espaço tradicional de publicidade para galgar os degraus necessários para chegar ao segundo turno. A mais recente pesquisa de intenção de voto para o cargo mostra o candidato que tem apoio do Centrão com 7% da preferência do eleitorado, no mais otimista dos cenários – sem o ex-presidente Lula.   “Em um país continental como é o Brasil, torna-se impossível, em apenas 45 dias, percorrer todos os lugares que a campanha gostaria. Como a coligação dispõe do maior tempo da propaganda, quase o dobro dos demais, é nisso que deve investir para tornar Geraldo Alckmin mais conhecido e aprofundar as suas propostas com o eleitor”, diz a senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata a vice, que tem acompanhado o presidenciável em suas viagens pelo Sul e Sudeste. Entusiasta e usuária frequente das redes sociais, Ana Amélia diz acreditar na ferramenta para difundir mensagens curtas e instantâneas, mas é ineficaz para introduzir, de fato, a pessoa e as propostas junto ao eleitor. Para ela, “existe um aspecto emocional nas redes sociais” que é capaz de tocar o eleitor no momento. Mas as redes não são capazes de conquistar o eleitorado porque “não entram nos detalhes das propostas, não possibilitam o debate (de ideias)”. Com a propaganda eleitoral, avalia, Alckmin terá um canal direto, onde o eleitor poderá conhecer melhor o seu perfil conciliador e as suas propostas. “A história mostra que o cidadão brasileiro não quer um governante que ganha no grito, que bate na mesa. O futuro presidente terá que ter a capacidade de dialogar. Terá que fazer uma articulação séria que atenda o interesse nacional e ter um bom relacionamento com o Congresso Nacional”, diz, citando os exemplos dos ex-presidentes Fernando Collor de Melo e Dilma Rousseff, que sofreram impeachment e, para ela, apresentavam esse perfil. “Alckmin mostrará que possui as credencias necessárias. Tem equilíbrio emocional para governar o país”. Graças à coligação formada por seis partidos – além do PSDB, o PP, Democratas, Solidariedade, PR e PRB  – o candidato tucano terá direito a 11 minutos na TV e no rádio. O candidato do PT ficará com cerca de 4,5 minutos. As transmissões serão obrigatórias para todas as emissoras de rádio e para as televisões abertas (as TVs educativas e públicas também terão que ceder espaço para a propaganda) no período entre os dias 31 de agosto e 4 de outubro. Os primeiros dias da campanha corpo a corpo têm mostrado que a coligação será útil apenas na utilização do espaço na mídia convencional. Isso porque, além do pouco tempo para percorrer todo o vasto território nacional, como frisou a senadora, o tucano encontra dificuldade para penetrar os rincões dos próprios aliados, especialmente no Nordeste, que vem sendo ocupado por adversários. O presidente do PP, partido de Ana Amélia, por exemplo, tem percorrido o seu estado, o Piauí, empunhando a bandeira do candidato do PT, líder nas pesquisas eleitorais. Apesar de Alckmin necessitar da capilaridade que a chapa supostamente ofereceria pelo interior do país, a senadora minimiza a falta de apoio nos palanques. “Nunca tive a ilusão de que não passaríamos por isso. Existem diferenças abissais entre as nossas realidades regionais. E isso tem que ser respeitado”, diz a senadora. “Não adianta querer ver o Piauí com os olhos de São Paulo. No plano regional, é preciso enxergar as especificidades de cada região e não levar isso para o plano nacional” completa, ao opinar que no âmbito regional as relações são mais pessoais e questões mais específicas. “No plano nacional a discussão política se dá em outra esfera”. Sobre a baixa aceitação do presidenciável, inclusive em estados do Sul e Sudeste, a candidata a vice opina que “pesquisa é uma interpretação de momento do contexto eleitoral. O eleitor, no momento, está muito decepcionado e até irritado com a política. Isso mudará com a propaganda de rádio e TV”.

Fonte: http://www.jb.com.br/eleicoes-2018/noticias/2018/08/22/alckmin-aposta-no-radio-e-na-tv/
 

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