2002 x 2018: sem base de comparação

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Mineiros, que se acham mais entendidos em política, ou em dissimulação (muito conveniente na época da cobrança do quinto do ouro e do santinho do pau oco, vulgo sonegação) têm um velho ditado: “Política é como nuvem quando você olha de novo já mudou.” Economia também. Apesar da cotação do dólar ter passado os R$ 4,00, de 2002, quando da eleição de Lula, nada mais diferente do que 2018, quando confrontado com 2002, na economia.  Para começar, somos 31 milhões a mais. Um aumento de eleitores capaz de mudar o resultado. O PIB multiplicou por quatro. Chegou a valer seis vezes mais, quando o real valorizou diante do dólar e a economia crescia. Agora, desce ladeira abaixo. Mas, se há motivos para especulação (cotação de câmbio é sempre resultado de especulação) há pouco mais de um mês com a Argentina, depois Turquia, agora conosco). Não parece haver razão para histeria. Salvo Bolsonaro (e Marina), os personagens e partidos já foram testados. Mas o principal é a solidez nas contas externas do Brasil. Em 2002, as exportações eram pouco variadas e 25% concentradas nos Estados Unidos. E Holanda, Japão, Alemanha e China representavam mais 17%. A Argentina, que absorvera 8,6% das compras em 2001, minguara na crise de 2001; em 2002, voltou a ser o terceiro comprador, com eso em manufaturados (automóveis, que frearam na crise recente). Especuladores vão fazer seu jogo (todo mês tem vencimento de contratos de dólar). Mas agora não tem Emilio Odebrecht para redigir nova Carta aos Brasileiros. Melhor, portanto, cair na real do que cair das nuvens.

Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2018/08/23/2002-x-2018-sem-base-de-comparacao/
 

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