Rio fecha 7,8 mil vagas no ano e autônomos disparam

Últimas notícias -    

O trabalho por conta própria no Rio de Janeiro alcançou 27,6% da população ativa do estado em julho. No início de 2014, essa proporção era de 21,1%. O número chama atenção, quando comparado com o dado nacional, que variou bem menos (2,4 pp) chegando a 25,3%. Enquanto no Rio a porcentagem não para de crescer, nacionalmente se mantém estável desde o fim de 2017, quando o país começou uma retomada gradual da atividade econômica. O levantamento é da Fecomércio-RJ, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Trimestral, do IBGE. O aumento contínuo do trabalho autônomo é coerente com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), segundo o qual o estado perdeu 1.172 empregos em julho e 7.849 no agregado do ano. A capital lidera as perdas, com 976 vagas a menos no mês passado e 5.324 no ano. Outro efeito direto dessa crise é o aumento do número de trabalhadores sem carteira assinada, que saltou de 7,9% para 8,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação interanual, o crescimento avariação da informalidade foi ainda maior, 0,5 pp. Em queda, o número de pessoas com carteira assinada no estado chegou a 38,4% dos ativos, queda de 1,1 pp em três meses. Na comparação anual, a perda é ainda maior, 2,7 pp. Este é o menor índice de emprego formal desde 2014. De acordo com o economista-chefe da Fecomércio-RJ João Gomes, foi verificado um aumento do trabalho autônomo e informal em todos os setores, com destaque para comércio e transportes. “Diante disso, é impossível não falar do Uber”, diz em referência ao aplicativo que virou quase uma opção imediata para quem perde o emprego no estado. “O Rio de janeiro foi um dos centros da crise econômica por razões muito próprias. O setor de petróleo e gás despencou em função da queda de preços e a consequente redução no repasse de royalties. Fora isso, a crise fiscal reduziu muito o poder de compra do funcionalismo e há muito convivemos com um problema crônico  de pirataria e segurança. Tudo isso espanta o empresário, que deixa de investir e contratar”, diagnostica. Gomes atenta para o fato de o Brasil consolidar pouco a pouco a recuperação, enquanto o estado permanece no marasmo econômico. “Não adianta buscar soluções no curto prazo. O estado precisa de uma política de segurança eficiente e, principalmente, investir no ensino de base”, opina, ao citar uma série de estudos que associam a boa formação básica ao aumento da renda. A crise é generalizada. Em apenas um mês, São Gonçalo teve um saldo negativo de 499 vagas, enquanto a vizinha Niterói perdeu 428 empregos, boa parte ligados ao setor naval. Juntos, estes municípios perderam cerca de 5 mil empregos no ano, número próximo às perdas de Duque de Caxias (4.454). Só em Julho, Caxias viu 281 vagas sumirem.

Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2018/08/23/rio-fecha-78-mil-vagas-no-ano-e-autonomos-disparam/
 

 */ ?>