Colheradas de afeto: confira a crítica de 'Café com canela'

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O longa de estreia de Ary Rosa e Glenda Nicácio supre diversas deficiências do cinema nacional. Faltam cineastas do Recôncavo Baiano em atividade, faltam filmes mostrando essa realidade nas telas, falta um número bem maior de cineastas mulheres negras em longas (Glenda é apenas a terceira na história a conseguir lançar no circuito) e falta uma normatização de personagens negros em nossos filmes. Geralmente tratados como escravos, bandidos, empregados ou outros estereótipos, Glenda e Ary mudam essas muitas realidades e trazem a classe média baiana às telas. O filme acompanha as histórias de Margarida e Violeta. A primeira é uma professora que perdeu o filho e afundou na depressão; a segunda, uma jovem cheia de alegria de viver, que foi aluna de Margarida. Ao se reencontrarem, elas acrescentarão sabores diferentes às vidas uma da outra de maneira definitiva. Ao seu redor, personagens periféricos formam um mosaico de fraternidade e bem-querer.  A inexperiência de Glenda e Ary é compensada pelo genuíno afeto que ele nutre por seus personagens e pela forma delicada em como apresentam seus dramas. Ainda que seja um filme de estreia, onde essa característica fique muito evidente, há um sopro de renovação em “Café com canela”, uma simplicidade tocante e uma forma muito direta e abrangente de comunicação popular, sem perder o carinho. De quebra, o público ainda é agraciado com uma performance tocante de Valdineia Soriano. * Membro da ACCRJ ____________ CAFÉ COM CANELA : *** (Bom) Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom ____________

Fonte: http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2018/08/23/colheradas-de-afeto-confira-a-critica-de-cafe-com-canela/
 

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