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Data : julho 12th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010, Copa do Mundo - 2014Autor : Editor Jornal Floripa
Como vencedor da Bola de Ouro adidas na campanha em que o Brasil conquistou seu primeiro titulo mundial depois de 24 anos, Romário de Souza Faria sabe bem o que significa a pressão de vestir a camisa da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo da FIFA. Sabe bem, portanto, o que estará em jogo no momento em que o país entrar em campo dentro de casa no Brasil 2014.

Por todo esse histórico, Romário foi um convidados especiais do evento de apresentação do Emblema Oficial da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, em Johanesburgo, e conversou com o FIFA.com sobre suas expectativas para o próximo Mundial e, claro, sobre a final deste domingo que envolve dois países que conhece bem: a Holanda – onde viveu durante mais de cinco anos, defendendo o PSV Eindhoven – e a Espanha, onde teve passagens pelo Barcelona e pelo Valencia.
Romário, você sabe perfeitamente o que a Copa do Mundo da FIFA significa normalmente para os brasileiros. O que esperar, então, quando o Brasil ainda por cima for o país anfitrião? Cara, na verdade nós brasileiros estamos numa expectativa enorme. Porque é claro que o Brasil é muito conhecido para milhões de pessoas como um país de futebol, praia, mulheres bonitas e samba. Mas agora nossa obrigação nessa Copa de 2014 é mostrar um país que não tem só essas coisas, mas também um país sério, de organização; um país que eu acredito que, até 2014, vai diminuir seus índices de muita coisa que existe no mundo todo, como violência, insegurança. Existe uma grande expectativa com relação a uma melhora do país em todos os segmentos – social, econômico… Acredito que a partir de 2014 o mundo vai conhecer um Brasil diferente.
Você conviveu com a grande pressão que havia nos Estados Unidos, em 1994, pelo fato de o Brasil estar na ocasião há 24 anos sem um título mundial. Como vai ser essa pressão para ganhar dentro de casa, após duas eliminações nas quartas de final? É simples: o título é uma obrigação para o Brasil; para os jogadores da Seleção que vai ser formada para 2014. A única pressão que existirá será nada mais nada menos do que a de ganhar. Não tem como ser diferente. O próprio Presidente da República e o Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já disseram que o mais importante que há é 2014, mais do que qualquer outra coisa que já tivemos desde 1950. A responsabilidade é muito grande para jogadores e comissão técnica. Porque é a Copa no Brasil depois de 64 anos. Temos que dar nosso jeito e sairmos campeões.
Você gosta dessa geração que surgiu nos últimos tempos e que deve atingir seu auge em 2014? Sem dúvida, tem uma molecada muito boa. Uma geração que em 2014 pode ter uma media de idade de 24 a 26 anos, e isso é importante. Mas o mais importante, independente da média de idade, é que tenhamos um grupo de jogadores de alto nível, que possam realmente fazer diferença.
Falando de 2010: acha que o duelo entre Holanda e Espanha é uma final merecida? Tecnicamente, por aquilo que apresentaram os dois times, com certeza é uma final merecida. Se você observar o histórico recente das duas equipes vai constatar que são as duas que merecem estar na decisão. Desde o começo da Copa eu dizia – e várias outras pessoas também – que era preciso ter muito cuidado com Holanda e Espanha. E não deu outra. A Holanda eliminou a gente e a Espanha, um dos grandes concorrentes, que era a Alemanha. Tem tudo para ser o melhor jogo do Mundial.
Você atuou nesses dois países e conviveu com as frustrações históricas dos dois em Copas do Mundo da FIFA. Acha que, com essa campanha, essa barreira foi superada? No caso da Holanda ainda não, porque eles já haviam chegado à decisão duas vezes. Para superar essa barreira, não tem jeito: eles precisam vencer a final. Já a Espanha nunca tinha passado das quartas de final e soube aproveitar essa oportunidade com uma geração muito talentosa. De qualquer forma, acho que nenhum dos dois vai querer perder essa grande chance de fazer história, e isso me dá a certeza de que vai ser um grande jogo.
Tem preferência por algum dos dois? Olha, eu tive oportunidade de jogar nos dois países: cinco anos e meio na Holanda e um ano e meio pelo Barça, depois uma passagem pelo Valencia. Meu coração está um pouco dividido, mas mais importante é que, com duas equipes como essas, quem ganha é o futebol. Não vou torcer para ninguém, mas, tecnicamente, para ver jogar, a Espanha é um time melhor, que toca mais a bola. É uma equipe que tem o estilo dos treinadores que vieram depois da geração Cruyff – curiosamente, um holandês -, alguém que implantou esse jogo de toque de bola no futebol espanhol. E a Holanda, apesar de também jogadores técnicos, é um time em que todos se ajudam; um time taticamente bem colocado. Então, a única certeza é a de que vai ser um duelo de duas grandes escolas.
Data : julho 12th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Após chegar à grande decisão invicta – ao todo foram 25 jogos sem derrota e 14 vitórias consecutivas – a Holanda viu duas longas séries virarem pó neste domingo, em Johanesburgo. E no pior momento possível, a apenas quatro minutos do fim da prorrogação da final da Copa do Mundo da FIFA.

Determinada a fechar com chave de ouro a trajetória histórica iniciada em meados de 2008, a Laranja Mecânica acabou sofrendo uma derrota que mais uma vez lhe fez escapar das mãos o título mundial. Depois da Alemanha 1974 e da Argentina 1978, a Holanda ficou no “quase” pela terceira vez, para desespero de um choroso Wesley Sneijder e um arrasado Dirk Kuyt.
Bert van Marwijk e seus jogadores até tiveram algumas oportunidades de espantar a maldição do vice-campeonato e conquistar o tão esperado troféu, mas não as aproveitaram. “A Espanha teve mais chances, mas com um pouco mais de sorte poderíamos ter vencido”, lamentou o técnico holandês.
A seleção pragmática de ontem se tornou a azarada de hoje na ausência da sorte necessária para recompensar a devoção a um esquema de jogo marcado pelo selo do mago Van Marwijk. “Tivemos oportunidades de gol, mas o Casillas fez a diferença”, disse John Heitinga ao FIFA.com. O goleiro da Fúria, de fato, venceu dois duelos decisivos contra Arjen Robben no segundo tempo da partida. “É difícil de digerir, ainda mais porque levamos o gol a poucos minutos do fim”, declarou Robben.
As expressões dos holandeses eram o sinal mais eloquente do tamanho da decepção. “Eles tiveram mais chances do que nós”, admitiu Maarten Stekelenburg. “Após duas finais perdidas, queríamos muito vencer desta vez e entrar para a história. Chegamos com essa ambição. Perder desta maneira é duro.”
Orgulho apesar da derrota O goleiro do Ajax deixou implícito que, de certa forma, pressentiu a iminente tragédia. “Não estava pensando nos pênaltis, porque precisava ficar muito concentrado no que ainda se passava em campo. Desde o início da prorrogação, senti os espanhóis pressionando bem mais.”
Logo em seguida, Andrés Iniesta justificaria a impressão do sucessor de Edwin van der Saar com um chute cruzado a quatro minutos da disputa de pênaltis. “Eu realmente achava que ir para os pênaltis nos deixaria com grandes chances de conquistar a Copa do Mundo, mas aquele gol foi muito difícil de engolir”, confessou Heitinga, expulso aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação.
Nesse mar de amarguras e lamentações, é raro encontrar pontos positivos. Mas, passada a tristeza, vem a hora do balanço final, de cabeça fria. “A seleção não tem motivos para se culpar, pois fizemos tudo o que era preciso para sermos campeões e podemos ficar orgulhosos da campanha e de tudo o que realizamos”, analisou Robben.
Na última partida da carreira, o capitão Giovanni van Bronckhorst também se mostrou “orgulhoso de fazer parte da seleção, apesar da derrota”. Em apenas algumas horas, todos voltarão para casa, sem terem tido tempo de refletir sobre tudo o que aconteceu. Em seguida, será hora de dizer: “E agora?”
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes
Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria. Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro… A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.
A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
Para a Holanda, que já chegara à final em 1974 e 1978, fica a decepção de acumular seu terceiro vice-campeonato em Copas do Mundo. E, desta vez, após vencer todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul.
 O goleiro e capitão Casillas ergue a taça ao lado de seus companheiros (Foto: Reuters)
As duas equipes começaram o jogo com as formações que venceram na semifinal. Assim, Fernando Torres continuou no banco da Espanha, e Pedro foi titular no ataque. E o artilheiro David Villa ficou preso entre os zagueiros, com pouca mobilidade. A Laranja contou com sua força máxima, do 1 a 11, com as estrelas Sneijder e Robben presentes.
A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.
Cinco cartões amarelos e poucas chances
Quem esperava o futebol arte se decepcionou nos primeiros 45 minutos. Sabe aquela Espanha que toca bem a bola e a Holanda fatal nos contra-ataques? Não entraram em campo. As duas seleções deram vez a uma faceta mais violenta, que ainda não haviam mostrado na Copa: foram cinco cartões amarelos, sendo que pelo menos um merecia a expulsão – Heitinga deu uma voadora no peito de Xabi Alonso.
A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.
Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.
O primeiro cartão amarelo foi para Van Persie, que deu um carrinho em Capdevila. Logo em seguida, Puyol fez falta violenta em Robben e também recebeu o cartão. Aos 22, foi a vez de Van Bommel ser advertido por acertar Iniesta. Mais um minuto, outro amarelo: Sergio Ramos, por levar Kuyt ao chão. O árbitro inglês Howard Webb ainda amarelou De Jong, que foi com as travas da chuteira no peito de Xabi Alonso, quando o holandês merecia um vermelho.
Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A bola quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio.
O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.
Oportunidades claras não tiram o zero do placar
As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.
A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Na jogada, Van Bronckhorst recebeu o sexto cartão amarelo do jogo. Aos 11, mais um: David Villa puxou o contra-ataque e levou um carrinho de Heitinga. Webb nem marcou falta, mas depois parou a partida e puniu o holandês.
Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.
Para evitar mais perigo, a Fúria voltou a adotar a tática das faltas. E levou o oitavo amarelo do jogo: Capdevila, por parar o contra-ataque de Van Persie com carrinho. Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita rasteiro, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio, por cima.
Aos poucos, a Espanha voltou a controlar o jogo. E a velha jogada de apelar para o cruzamento de Xavi voltou a ser utilizada: aos 31, o camisa 8 bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara para Stekelenburg, concluiu para fora. Um lance parecido ao gol de Puyol contra a Alemanha na semifinal. Robben igualou o placar de oportunidades claras ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.
Iniesta marca e vira o herói
A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.
A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo. Iniesta tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora, arrancando um sorriso do goleiro Stekelenburg.
Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.
O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, na sequência de um escanteio para a Holanda não marcado pelo árbitro. Após jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, Fabregas deu passe para Iniesta chutar cruzado e marcar. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.
 Puyol consola Sneijder após a derrota holandesa na decisão no Soccer City (Foto: Reuters)
Ficha técnica:
HOLANDA 0 X 1 espanha
Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben. |
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas). |
Técnico: Bert van Marwijk. |
Técnico: Vicente del Bosque. |
Gol: Iniesta, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. |
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (Espanha). Cartão vermelho: Heitinga (Holanda) |
Estádio: Soccer City, em Joanesburgo (AFS). Data: 11/07/2010. Árbitro: Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING). Público: 84.490. |
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Modelo paraguaia posa nua para revista espanhola
Já que o Paraguai não chegou à final, a sua torcedora mais ilustre já escolheu para quem torcer neste domingo. De acordo com o jornal espanhol Sport, a modelo paraguaia posou nua para a revista Interviú, com as cores da Espanha pintadas no corpo.
“Larissa Riquelme, a noiva do Mundial, passa para La Roja”, diz a capa da revista que sai às bancas na próxima segunda.
Na entrevista, ela conta que admira jogadores como Fernando Torres e Iker Casillas, a quem define como “muito viril”.
A decisão da Copa do Mundo, entre Espanha e Holanda, começa às 15h30min (horário de Brasília).
 Larissa Riquelme reforça torcida espanhola
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Holandeses são maioria no Soccer City
A Holanda venceu a Espanha na disputa entre as torcidas neste domingo, na decisão da Copa do Mundo da África do Sul. Durante toda a tarde, o entorno do Soccer City ficou tomado de holandeses. Quem olhava de dentro do estádio, no setor de arquibancadas, via um mar laranja do lado externo. Animados, cantando, tocando vuvuzelas e bebendo muita cerveja, eles silenciavam os poucos espanhóis que se arriscavam a compartilhar do mesmo espaço. O clima, no entanto, era de cordialidade entre os torcedores de ambas as seleções.
Belas mulheres, muitas delas com as caras pintadas, desfilavam pelas calçadas externas do estádio e pelas tendas que serviram de lojas de vendas de produtos da Copa. Com os holandeses dominando o lado de fora, os espanhóis entraram primeiro no Soccer City. Faltando duas horas e meia para o início da partida, o estádio ainda estava vazio. Mas o número de camisas vermelhas era bem maior que o de laranjas. Depois, a situação se inverteria. O detalhe é que as cadeiras da arena que sediou a final da Copa são de cor laranja.
Os cambistas, claro, também se fizeram presentes na decisão. Tanto nas cercanias do estádio como no distrito de Sandton, onde estava hospedada a maioria dos torcedores, pedia-se até 15 mil rands (R$ 3,6 mil) por uma entrada. Bem negociada, a compra era feita por 7 mil rands (R$ 1.660). Também era possível encontrar quem negociasse bilhetes recebidos como cortesia por preços entre 800 (R$ 190) e 1.200 rands (R$ 285). Todos agiam livremente, sem repressão policial.
 Holandeses e espanhóis convivem tranquilamente no Soccer Cit
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Jimmy Jump tentou colocar um gorro na taça da Copa do Mundo
Jaume Marquet Cot, ou Jimmy Jump, como é conhecido, é o invasor que entrou no gramado do Soccer City antes do início da final da Copa do Mundo, neste domingo, para tentar colocar um gorro na Taça Jules Rimet. No entanto, não é a primeira vez que o arruaceiro apronta nos eventos esportivos europeus.
Jimmy já aprontou das suas na decisão da Eurocopa de 2004, entre Portugal x Grècia, quando levou uma bandeira do Barcelona para o português Figo, que havia deixado o time de Catalão para jogar no Real Madrid. Mas não são apenas em partidas de futebol que Jimmy aparece.
Na final de Roland Garros de 2009, entre Roger Federer x Robin Söderling, o invasor tentou colocar o famoso gorro na cabeça de Federer, mas foi impedido pelos seguranças.
 Homem invadiu o campo e tentou colocar o gorro vermelho na taça
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes
Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria. Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro… A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.
Já na prorrogação, Iniesta faz o gol que dá o título mundial à Fúria
A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
As duas equipes começaram o jogo com as formações que venceram na semifinal. Assim, Fernando Torres continuou no banco da Espanha, e Pedro foi titular no ataque. E o artilheiro David Villa ficou preso entre os zagueiros, com pouca mobilidade. A Laranja contou com sua força máxima, do 1 a 11, com as estrelas Sneijder e Robben presentes.
A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.
Cinco cartões amarelos e poucas chances
Quem esperava o futebol arte se decepcionou nos primeiros 45 minutos. Sabe aquela Espanha que toca bem a bola e a Holanda fatal nos contra-ataques? Não entraram em campo. As duas seleções deram vez a uma faceta mais violenta, que ainda não haviam mostrado na Copa: foram cinco cartões amarelos, sendo que pelo menos um merecia a expulsão – Heitinga deu uma voadora no peito de Xabi Alonso.
A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.
Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.
O primeiro cartão amarelo foi para Van Persie, que deu um carrinho em Capdevila. Logo em seguida, Puyol fez falta violenta em Robben e também recebeu o cartão. Aos 22, foi a vez de Van Bommel ser advertido por acertar Iniesta. Mais um minuto, outro amarelo: Sergio Ramos, por levar Kuyt ao chão. O árbitro inglês Howard Webb ainda amarelou De Jong, que foi com as travas da chuteira no peito de Xabi Alonso, quando o holandês merecia um vermelho.
Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A bola quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio.
O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.
Oportunidades claras não tiram o zero do placar
As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.
A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Na jogada, Van Bronckhorst recebeu o sexto cartão amarelo do jogo. Aos 11, mais um: David Villa puxou o contra-ataque e levou um carrinho de Heitinga. Webb nem marcou falta, mas depois parou a partida e puniu o holandês.
Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.
Para evitar mais perigo, a Fúria voltou a adotar a tática das faltas. E levou o oitavo amarelo do jogo: Capdevila, por parar o contra-ataque de Van Persie com carrinho. Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita rasteiro, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio, por cima.
Aos poucos, a Espanha voltou a controlar o jogo. E a velha jogada de apelar para o cruzamento de Xavi voltou a ser utilizada: aos 31, o camisa 8 bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara para Stekelenburg, concluiu para fora. Um lance parecido ao gol de Puyol contra a Alemanha na semifinal. Robben igualou o placar de oportunidades claras ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.
Iniesta marca e vira o herói
A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.
A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo. Iniesta tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora, arrancando um sorriso do goleiro Stekelenburg.
Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.
O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, na sequência de um escanteio para a Holanda não marcado pelo árbitro. Após jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, Fabregas deu passe para Iniesta chutar cruzado e marcar. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.
Ficha técnica:
HOLANDA 0 X 1 espanha
Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben. |
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas). |
Técnico: Bert van Marwijk. |
Técnico: Vicente del Bosque. |
Gol: Iniesta, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. |
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (Espanha). Cartão vermelho: Heitinga (Holanda) |
Estádio: Soccer City, em Joanesburgo (AFS). Data: 11/07/2010. Árbitro: Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING). Público: 84.490. |
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Em uma final marcada muito mais pelos lances violentos do que pelos bonitos, a seleção da Espanha coroou neste domingo o sucesso de uma geração ao vencer a Holanda, por 1 a 0, no Estádio Soccer City, e se sagrar pela primeira vez campeã do mundo. O herói do título foi Iniesta, que anotou o gol salvador aos 11min do segundo tempo da prorrogação. Mesmo antes do apito final, já era possível ver jogadores como Casillas e Piqué chorando muito em campo pelo feito que estavam alcançando.
 Iniesta fez o gol do título inédito e homenageou Dani Jarque, ex-capitão do Espanyol, que morreu de ataque cardíaco no início da temporada aos 26 anos
A partida teve no total treze cartões amarelos e um vermelho distribuídos pelo juiz Howard Webb e lances de extrema violência, como uma entrada de “voadora” de De Jong em Xabi Alonso. O árbitro inglês preferiu atuar na base da conversa ao invés de expulsar um jogador de uma das duas equipes. Tanto que o cartão vermelho de Heitinga, que havia cometido falta dura em Villa quando recebeu o amarelo, só foi sair no segundo tempo da prorrogação.
Os comandados de Vicente del Bosque, que há dois anos encantaram o mundo no título da Eurocopa, voltaram a cativar e fazer história. Tida por diversas vezes como grande seleção nas previsões antes dos Mundiais, os espanhóis acabavam decepcionando na hora H e ficaram com fama de “amarelões”. Desta vez, a situação mudou. Chegaram pela primeira vez a uma semifinal de Copa, depois à primeira decisão e agora ao inédito título. Além de terem alcançado uma marca histórica para o país, os espanhóis se tornaram a primeira seleção europeia a conquistar um título mundial fora do seu continente.
Foi a premiação para uma equipe de toques rápidos e envolventes, com um belo entrosamento e que tem jogadores de muito talento como Xavi, Iniesta e Villa. Apesar de um tropeço na primeira partida contra a Suíça, os espanhóis deram a volta por cima durante o Mundial, deixando para trás adversários como Portugal e Holanda. Se há um ano, os espanhóis saíram da África como grande decepção da Copa das Confederações, hoje dão a volta por cima agraciados com a taça.
Primeiro tempo
As duas equipes vieram com força máxima, sem surpresas em suas escalações. Os holandeses mandaram a campo um time numerado de 1 a 11, com o tradicional quarteto ofensivo de Robben, Sneijder, Kuyt e Van Persie; do outro lado, Vicente del Bosque manteve Fernando Torres no banco, escalando Pedro e Iniesta abertos para apoiar David Villa no comando de ataque.
Como de costume, a Espanha tomou o controle do jogo nos primeiros minutos, mantendo a posse de bola e trocando passes. A primeira chegada de perigo também foi espanhola: aos 4min, Xavi ergueu na área em cobrança de falta e Sergio Ramos cabeceou com violência, para excelente defesa do goleiro Stekelenburg. Com 7min, Busquets deu um susto na torcida ao errar passe displicente na intermediária, mas o chute de fora da área de Kuyt não foi problema para Casillas.
Os comandados de Del Bosque seguiram mandando na partida e, aos 10min, Sergio Ramos driblou Kuyt pela direita e bateu cruzado; a bola bateu em Heitinga e foi para escanteio. Na cobrança, a jogada sobrou para Villa na esquerda da área e o artilheiro bateu de primeira, mas acertou a rede pelo lado de fora.
A Holanda não conseguia sair para o jogo e só foi ameaçar aos 17min, na bola parada. Sneijder bateu falta de muito longe direto para o gol, mas Casillas segurou firme. Aos poucos, o time laranja acertou a marcação no meio e a partida ficou truncada, com muitas faltas e poucas chegadas à frente. Em um intervalo de 13 minutos, o árbitro Howard Webb distribuiu cinco cartões amarelos – porém, a solada de De Jong no peito de Xabi Alonso aos 28min merecia o vermelho.
Aos 33min, um lance inusitado: De Jong foi devolver a bola para a Espanha com um lançamento longo e quase encobriu Casillas, que foi obrigado a espalmar para escanteio. Na cobrança, Van Persie manteve o fair play e tocou para o goleiro espanhol. Quatro minutos depois, a Holanda protagonizou outro momento pitoresco com uma furada de Mathijsen no ataque.
Os espanhóis finalmente voltaram a finalizar aos 38min, com Pedro, que arrancou pelo meio e arriscou de longe, para fora. Com 42min, foi a vez de Xabi Alonso soltar a bomba em cobrança de falta e novamente errar o alvo. A Holanda voltou a assustar no fim do primeiro tempo em chute de Robben, mas Casillas garantiu o 0 a 0 antes do intervalo.
Segundo tempo
Logo aos 2min da segunda etapa, Capdevila teve a chance de colocar a Espanha na frente, mas retribuiu a furada de Mathijsen no primeiro tempo ao errar a bola na pequena área após cobrança de escanteio. A Holanda respondeu aos 6min, em novo chute de fora da área de Robben, que parou em Casillas outra vez.
A grande chance da Holanda, que mais batia que jogava, caiu nos pés de Robben aos 16min. Sneijder descolou excelente passe para o camisa 11, que saiu na cara do gol, mas Casillas desviou com o pé o chute do atacante, mandando para escanteio. O jogo ficou mais aberto, com as duas equipes saindo em busca do gol da vitória.
A Espanha respondeu na mesma moeda aos 24min. Jesús Navas cruzou rasteiro da direita, a bola passou pela zaga e sobrou limpa para Villa no bico da pequena área; porém, o chute do artilheiro espanhol foi bloqueado de forma heroica por um carrinho de Heitinga. Villa parecia com a pontaria descalibrada, e teve outro chute travado aos 31min. Na cobrança de escanteio na sequência, Sergio Ramos apareceu sozinho para cabecear, mas mandou por cima do travessão.
Robben teve uma segunda chance de abrir o placar aos 37min ao ganhar na velocidade de Puyol e entrar na área, mas novamente foi abafado por Casillas, que saiu bem e ficou com a bola. Foi a última oportunidade clara de gol no tempo normal, e a partida se encaminhou sem gols para a sexta prorrogação da história das finais de Copa do Mundo.
Prorrogação
Os goleiros iam se transformando nos melhores em campo na decisão. Aos 4min, Iniesta deixou Fàbregas na cara do gol, mas o meio-campista do Arsenal bateu de pé esquerdo em cima de Stekelenburg, perdendo grande chance. No minuto seguinte, a Holanda quase balançou as redes em cabeçada de Mathijsen após escanteio, mas o zagueiro desviou para fora.
A Espanha parecia não querer o gol. Com 8min, Iniesta recebeu bola em profundidade de Fàbregas, invadiu a área, hesitou demais para concluir a jogada e acabou desarmado. Dois minutos depois, Navas chutou forte da direita, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu para escanteio. Aos 13min, Fàbregas arrancou pelo meio e chutou para fora da entrada da área.
No intervalo da prorrogação, Del Bosque sacou Villa para a entrada de Fernando Torres, autor do gol do título da Euro 2008. Aos 4min, finalmente a primeira expulsão do jogo: Heitinga derrubou Iniesta na entrada da área e levou o segundo cartão amarelo. Na cobrança da falta, Xavi bateu por cima da meta. Sneijder respondeu aos 9min, também em chute forte na bola parada, mas a bola desviou na barreira e saiu.
Com 11min, veio o gol salvador. Fàbregas tocou para Iniesta na direita da área e o jogador do Barcelona, que tanto hesitou em chutar durante a partida, encheu o pé para estufar as redes de Stekelenburg. Os holandeses reclamaram muito de impedimento, mas a posição do atleta era legal.
FICHA TÉCNICA
Holanda 0 x 1 Espanha
Gol Espanha: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação
Ponto Forte da Holanda Muita velocidade nos contra-ataques, principalmente com Robben, que deu muito trabalho à defesa espanhola
Ponto Forte da Espanha Passes precisos no meio de campo, com muita movimentação de Xavi e Iniesta
Ponto Fraco da Holanda Novamente deixou Van Persie isolado no ataque brigando com toda a zaga
Ponto Fraco da Espanha Não teve o domínio do jogo como está acostumado, principalmente no segundo tempo
Personagem do jogo Iniesta, que marcou o gol histórico do título espanhol
Lance polêmico De Jong deu entrada violenta com a sola no peito de Xabi Alonso aos 28min do primeiro tempo, mas recebeu apenas cartão amarelo
Lance bizarro De Jong tentou devolver a bola para a Espanha aos 33min do primeiro tempo e quase encobriu Casillas, que teve que espalmar para escanteio
Esquema Tático da Holanda 4-2-3-1 Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk
Esquema Tático da Espanha 4-2-3-1 Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque
Cartões amarelos Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi
Cartão vermelho Holanda: Heitinga
Árbitro Howard Webb (ING)
Local Estádio Soccer City, Johannesburgo
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
A Copa do Mundo é da Espanha. O dia 11 de julho de 2010 eternizou um novo campeão. Um merecido campeão. Depois de 64 jogos, 145 gols e um mês de bola rolando na África do Sul, a Espanha deixou todos para trás e fez história. Pode finalmente se gabar: é a melhor do mundo.
Neste domingo, a vitoriosa geração de Xavi, Casillas e Puyol colocou a Fúria na restrita galeria de campeões da Copa. Mas o passo final foi duro, suado. Os espanhóis sofreram com a violência e com a retranca da Holanda. Precisaram da prorrogação para vencer por 1 a 0 em um Soccer City abarrotado e diante dos olhos de Nelson Mandela, lenda viva da África do Sul. O gol heroico foi de Iniesta, aos 11min do segundo tempo da prorrogação.
O principal evento esportivo do planeta começou em marcha lenta, mas terminou acelerado. A Espanha acompanhou o ritmo. Perdeu para a Suíça na estreia e depois se achou. Passou por Honduras, Chile, Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda até chegar ao topo do futebol mundial. E no jogo mais importante de sua história fez o que um campeão precisa fazer: se impôs e impôs seu futebol.
Mas para isso a Espanha apanhou. E não foi pouco. Os holandeses miraram mais os adversários que a bola nas divididas. Xabi Alonso tomou um chute no peito de De Jong. Sneijder acertou o joelho de Pedro. Van Persie e Van Bommel também exageraram. Com os dois times marcando a saída de bola, ficou claro no primeiro tempo o estilo de cada um.
A Holanda recorreu aos chutões para frente. A Espanha tentou sair jogando, mas encontrou dificuldades diante da retranca laranja. A Holanda chegou a ter os 11 jogadores atrás da intermediária defensiva. A Espanha chegou a ter 63% de posse de bola e sempre esteve à frente nesse quesito.
Durante os 90 minutos do tempo normal e nos 30 da prorrogação, a Holanda teve medo de atacar. A seleção que já foi representada pelas gerações de Cruyff e Van Basten viu, neste domingo, uma maioria de brucutus. Os holandeses tomaram sete amarelos, um vermelho (após dois amarelos de Heitinga) e contribuíram para a final de Copa com maior número de cartões.
Já a fama da Espanha de amarelar em momentos decisivos ficou no passado. O presente da Fúria é vitorioso. Em 2008, a equipe faturou a Eurocopa. Depois se classificou com 100% de aproveitamento nas eliminatórias. Mas faltava algo. Faltava a Copa do Mundo. Não falta mais. O amarelo da gozação deu lugar ao vermelho da “La Roja”.
A Espanha conquistou seu título mais importante sem ter um craque. A equipe de Vicente Del Bosque não possui um fora de série, alguém que faça a diferença. O diferencial espanhol é o todo, o coletivo. As trocas de passes são velozes e parecem automáticas. O resultado é um futebol que envolve o adversário. Lances espetaculares são raros nesse time, mas o controle da partida é frequente.
A Espanha se tornou o oitavo país campeão do mundo e o sexto a passar pela prorrogação na final. E conseguiu o feito mais almejado por todas as seleções do planeta em uma Copa do Mundo histórica, a primeira em continente africano. Todos tiveram que se render ao talento da Espanha. Até o polvo Paul se rendeu. A Holanda não mereceu o título pela postura que teve na final. Conformou-se em ver a festa espanhola. 2010 é o ano da Roja, não da Laranja.
Data : julho 11th, 2010Categoria : Copa do Mundo - 2010Autor : Editor Jornal Floripa
Buscas pelo corpo foram suspensas. São nove os suspeitos de envolvimento no crime.
A polícia de Minas Gerais considera praticamente resolvido o assassinato de Eliza Samudio. O goleiro Bruno e outras oito pessoas teriam participação no crime.
Os locais suspeitos permaneceram com os portões trancados. As buscas ao corpo de Eliza Samudio foram suspensas.
“Essa investigação está praticamente chegando a uma decisão. Podemos concluir o seguinte: a Eliza está morta e a materialidade está indiretamente comprovada”, afirmou o delegado Edson Moreira.
Neste fim de semana, as atenções da polícia se voltaram para o casamento do chefe da Divisão de Homicídios em Unaí, no interior do estado.
“As pessoas envolvidas serão devidamente indiciadas e apresentadas à Justiça como autoras desse homicídio e ocultação do cadáver”, declarou Wagner Pinto, chefe da Divisão de Homicídios.
Para o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, a polícia cometeu muitos erros na condução do inquérito. Ele anunciou que vai contratar uma equipe de peritos para contestar as provas e laudos reunidos até agora.
“Posso fazer um levantamento técnico, um laudo pericial dando conta de que aqui não existe sangue, aqui nunca existiu sangue. Eles estão trabalhando com prova testemunhal, eu vou trabalhar com prova técnica”.
Nove pessoas estariam envolvidas na morte de Eliza. Uma foto divulgada neste sábado (10) mostra uma tatuagem que Macarrão, amigo de Bruno, tem nas costas. A frase diz: “Bruno e Maka, a amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir. Amor verdadeiro”.
A avó materna do goleiro, Luceli Souza, que mora em Alcobaça, no interior da Bahia, disse que chegou a alertá-lo sobre as companhias. “Eu com você: se afasta dessa turma, desses parasitas, que ficam nas suas costas. O dia que você não tiver nada, o dia que você tiver algum problema e perder tudo, você não vai ter nenhum amigo. Esses são falsos amigos que estão te levando para o buraco, te levando pra derrota. Alguma coisa está por trás disso. Não consigo acreditar que o Bruno tenha feito uma coisa dessa”, disse;
O goleiro Bruno, Macarrão, Neném e mais três suspeitos, presos na noite de sexta, estão na penitenciária Nélson Hungria, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Sábado era dia de visitas no presídio, mas eles não puderam receber parentes, nem os advogados, que só têm autorização para conversar com os clientes durante a semana.
Os presos foram isolados em celas pequenas, de 6m² e sem comunicação entre elas. Em cada uma, há uma cama de concreto, uma latrina, uma pia e um chuveiro. Eles não podem assistir TV, nem ouvir rádio. O banho de sol também foi proibido.
Em 2000, Bruno vestiu o uniforme de uma outra penitenciária. Aos 16 anos, ele era o goleiro do time de funcionários do presídio de Ribeirão das Neves, cidade onde nasceu e começou a carreira.
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