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19/06/2017 às 11:30
A cada três segundos uma pessoa é forçada a deixar o local onde vive

 

Agência da ONU registra número recorde de pessoas deslocadas: 65,6 milhões

 

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Uma mulher de Sudão do Sul com seu filho num acampamento para refugiados em Uganda

Foto: JAMES AKENA / REUTERSA cada três segundos uma pessoa é forçada a deixar o local onde vive 19/06/2017 9:21

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RIO — Por causa da violência, perseguição política e religiosa e, sobretudo, guerras, homens, mulheres e crianças estão sendo forçados a deixarem os seus lares, formando o maior contingente de refugiados das últimas sete décadas. De acordo com relatório anual da Agência das Nações Unidas para Refugiados, existem no mundo 65,6 milhões de pessoas que foram obrigadas a deixarem os locais onde viviam, número superior à população do Reino Unido. Em média, 20 pessoas pessoas perdem suas moradias a cada minuto, ou uma a cada três segundos.

 

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— Por qualquer medida, é um número inaceitável — disse Filippo Grandi, alto-comissário para refugiados da ONU. — É mais gritante que nunca a necessidade por solidariedade e propósito comum para prevenir e resolver crises, e garantir juntos que os refugiados, deslocados internamente e requisitantes de asilo sejam protegidos e cuidados enquanto soluções são buscadas.

 

Os dados se referem ao fim de 2016. No ano, 10,3 milhões de pessoas foram forçadas a deixarem seus lares, sendo que o número total de deslocados aumentou em 300 mil em relação a 2015. Isso mostra uma desaceleração, já que nos cinco anos anteriores o aumento anual nesse número superou a casa dos milhões. Em 1997, eram 33,9 milhões de pessoas nessa situação.

 

A agência desagrega os números entre deslocados internos, que são 40,3 milhões; os que ingressaram com pedido de asilo em outras nações, 2,8 milhões; e os que cruzaram as fronteiras de seus países e se tornaram refugiados, 22,5 milhões, o maior número desde que a Agência para Refugiados da ONU foi fundada, em 1950, logo após o término da Segunda Guerra Mundial.

 

OS CAMPOS DE REFUGIADOS EM IMAGENS

 

 

Crianças de Sudão do Sul num acampamento para refugiados em UgandaFoto: JAMES AKENA / REUTERS

 

Sudão do Sul foi o país que mais gerou refugiados no ano passado: 737.400 pessoas fugiram do paísFoto: JAMES AKENA / REUTERS

 

Forças das Nações Unidas fornecem segurança a acampamento de deslocados internos no Sudão do SulFoto: Sam Mednick / AP

 

Refugiados pela segunda vez: palestinos que viviam em campo de refugiados na cidade síria de Derra tiveram que fugir da guerraFoto: ALAA AL-FAQIR / REUTERS

 

Vizinha da Síria, a Turquia é o país que mais recebe refugiadosFoto: NAZEER AL-KHATIB / AFP

 

Mulher afegã com os filhos num centro para refugiados no PaquistãoFoto: ABDUL MAJEED / AFP

 

Afegãs aguardam para fazerem registro em centro para refugiados em Peshawar, no PaquistãoFoto: ABDUL MAJEED / AFP

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SÍRIA É MAIOR FONTE DE REFUGIADOS

 

O conflito na Síria, que está no seu sétimo ano, é a maior fonte de refugiados do mundo, com 5,5 milhões que fugiram do país. Mas em 2016, o maior gerador de refugiados foi Sudão do Sul, com 737.400 pessoas que cruzaram a fronteira com países vizinhos para fugir da guerra civil. Nyawet Tut, uma sudanesa do sul mãe de cinco filhos, contou que a vila onde vivia foi incendiada por soldados.

 

— Meu marido foi morto na guerra. E com a falta de alimentos, eu decidi deixar a minha casa, tudo, para trás — contou Nyawet aos funcionários das Nações Unidas num campo temporário para refugiados na Etiópia.

 

Apenas três países — Síria, Afeganistão e Sudão do Sul — são responsáveis por 55% de todos os refugiados no mundo. E a Turquia, vizinha da Síria, é pelo terceiro ano consecutivo o país que mais abriga refugiados, com 2,9 milhões de pessoas. Depois estão Paquistão (1,4 milhão), Líbano (1 milhão), Irã (979.400) e Uganda (940.800).

 

Em números totais, de refugiados e deslocados internos, a Síria tem o maior número de pessoas que foram obrigadas a deixarem os locais onde viviam, com 12 milhões de pessoas nessa situação. Isso significa que dois em cada três sírios perderam seus lares na guerra. A Colômbia (7,7 milhões) e o Afeganistão (4,7 milhões) formam com a Síria os três países com mais desabrigados.

 

A recepção de refugiados tem sido um tema bastante debatido em países desenvolvidos, como os europeus e os EUA, mas o relatório mostra 84% dos refugiados do mundo estão em países pobres ou em desenvolvimento. Esse descolamento do discurso com a realidade reflete a falta de consenso internacional sobre a recepção de refugiados e a proximidade de muitos países pobres às regiões de conflito.

 

— Nós precisamos fazer mais por essas pessoas — disse Grandi. — Para um mundo em conflito, o que se precisa é de determinação e coragem, não medo.

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