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19/06/2017 às 11:50
Rússia diz que verá como alvo aviões da coalizão liderada pelos EUA

 

Americanos derrubam aeronave do regime sírio que bombardeou forças aliadas

 

MOSCOU — A Rússia afirmou nesta segunda-feira que tratará como alvos os aviões da coalizão liderados pelos Estados Unidos na Síria, após os americanos derrubarem uma aeronave do regime sírio que bombardeou forças aliadas. O ministro russo de Defesa disse que suspendeu a coordenação com o governo americano nas zonas de conflito. Os dois países tinham um acordo que prevenia acidentes aéreos dos dois grupos, que lutam em lados opostos contra o Estado Islâmico.

 

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"Os aviões e drones da coalizão internacional localizados ao oeste do rio Eufrates serão seguidos pelos instrumentos aéreos e terrestres de defesa antiaérea russa e considerados como alvos", anunciou o ministério da Defesa em um comunicado.

 

A Rússia vem fornecendo cobertura aérea para o presidente da Síria, Bashar al-Assad, desde 2015 em sua ofensiva contra o grupo do Estado Islâmico. Já os Estados Unidos apoia as mílicias árabes e curdas, contra o governo do ditador sírio. A Rússia chamou de ato de agressão a derrubada do avião da Força Aérea síria pela aviação americana.

 

"Devemos considerar este ataque como uma continuação da política americana que procura ignorar as regras do direito internacional", declarou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela agência oficial de notícias TASS. "Se querem saber, (a derrubada do avião) é uma ajuda aos terroristas contra os quais os Estados Unidos afirmam conduzir uma política antiterrorista", disse Ryabkov.

 

Logo após a derrubada do avião do regime irromperam pela primeira vez combates entre tropas leais a Bashar al-Assad e as FDS, a aliança árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos na província de Raqqa, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) . A derrubada, anunciada pelo Exército sírio e confirmada por Washington, constitui uma escalada enquanto as tropas sírias se aproximam de áreas sob o controle de forças apoiadas pelos Estados Unidos no norte e no sul da Síria.

 

O Estado Islâmico, que controla regiões da Síria e do Iraque e tem integrantes em outros países, foi criado em 2013 e cresceu como um braço da organização terrorista al-Qaeda no Iraque. Em 2014, após romperem laços, os extremistas autoproclamaram um califado cuja capital é Raqqa, na Síria.

Depois de ter avançado para o norte, principalmente com a conquista de Aleppo, o regime sírio avança desde maio no Centro e no Sul do país, e se dirige agora para o Leste. As tropas de Damasco expulsou o Estado Islâmico de várias zonas na Badiya, no deserto, e chegou no dia 9 de junho à fronteira iraquiana, cercando quase totalmente os rebeldes apoiados por Washington e baseados no controle fronteiriço de Al Tanaf.

 

Segundo os americanos, forças leais ao governo do presidente sírio, Bashar al Assad, atacaram as FDS no bairro Ja'Din de Tabqa ferindo vários de seus integrantes. De acordo com a nota, os aviões da coalizão detiveram o avance das forças sírias com uma "demonstração de força".

 

"A missão da coalizão é derrotar o grupo Estado Islâmico e suas forças não buscam combater as tropas leais a Assad ouos efetivos russos que as apoiam", acrescentou. "Porém, a intenção hostil demonstrada e as ações das forças do regime sírio às forças da coalizão e seus apoiadores na Síria que levam a cabo operações legítimas contra o Estado Islâmico não serão toleradas".

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