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19/06/2017 às 11:59
Militar português morre em ataque terrorista no Mali
Um militar português que integra o contingente no Mali morreu num ataque terrorista nas imediações de Bamako, este domingo, anunciou esta segunda-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
O EMGFA “lamenta informar que, no âmbito da Força Portuguesa que está ao serviço da União Europeia no Mali (European Union Training Mission - EUTM Mali), ocorreu um ataque terrorista nas imediações de Bamako, pelas 16h00 do dia 18 de Junho, de que veio a resultar uma vítima do contingente militar português”.
O local onde ocorreu o ataque, o Hotel Le Campement Kangaba, “é reconhecido e autorizado pela EUTM Mali como Wellfare Center [centro de bem-estar] entre os períodos de actividade operacional dos militares que prestam serviço neste país.“ Encontravam-se no local vários militares da Força Internacional de diversos países, entre os quais dois portugueses.
O militar português prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto e integrava o contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos, disse à Lusa fonte do Exército.
O sargento-ajudante Paiva Benido tinha 40 anos, era natural de Valongo, era casado e tinha duas filhas menores, acrescentou a mesma fonte.
Um segundo militar português saiu ileso deste ataque, acrescenta a nota do Exército. 
Suspeitos detidos
As forças de segurança do Mali detiveram cinco homens suspeitos de terem participado no ataque. As detenções foram anunciadas pelo ministro da Saúde, o general Salif Traoré, segundo o qual pelo menos outros quatro atacantes foram mortos durante o ataque.
A primeira resposta ao ataque foi lançada precisamente pelos membros das missões internacionais, segundo testemunhas, a que se juntaram mais tarde as forças de segurança malianas.
A intervenção permitiu resgatar do hotel atacado quatro dezenas de pessoas, entre as quais 14 malianos, 13 franceses, dois espanhóis, dois holandeses e dois egípcios.
“A família do militar em causa já está informada deste infausto incidente, estando em curso o apoio psicológico à mesma”, diz o texto. 
“O General CEMGFA, em seu nome pessoal e das Forças Armadas, apresenta as sentidas condolências e o sentido pesar à família enlutada. Mais se informa que já foi mandado instaurar um inquérito, no sentido de esclarecer as circunstâncias que envolveram o ataque terrorista em Bamako."
O Exército português tem no Mali quatro praças, três sargentos e seis oficiais.
A notícia do ataque foi divulgada no domingo. Uma das vítimas tem dupla nacionalidade franco-gabonesa e a outra ainda não tinha sido identificada, segundo um porta-voz do Ministério da Segurança.
"Frame" de vídeo da Reuters
Mais de 30 hóspedes do resort frequentado por turistas ocidentais foram resgatados pelas forças de segurança.
Os atacantes gritaram "Allahu akbar" (Deus é grande), testemunharam várias das pessoas socorridas.
Um país perigoso
O Mali está em estado de emergência praticamente ininterrupto desde o ataque contra o hotel Radisson Blu, em Bamako, a 20 de Novembro de 2015, que fez 20 mortos e foi reivindicado como uma operação conjunta da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e do grupo jihadista Al-Murabitun.
O norte do Mali foi ocupado em Março-Abril de 2012 por grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e rebeldes tuaregues.
Os jihadistas foram em grande parte expulsos da região por uma intervenção militar internacional, lançada em Janeiro de 2013 por iniciativa da França e que ainda continua, mas zonas significativas continuam fora do controlo das forças malianas, francesas, da UE e da ONU, regularmente alvo de ataques.

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