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27/06/2017 às 19:08
Planalto define 'reação de guerra' contra denúncia, e Temer fará pronunciamento

 

Presidente e aliados acusam procurador de ter 'exagerado' no tom da denúncia

 

 

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer definiu com aliados a "reação de guerra" contra a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ministros, o tom adotado por Janot irritou Temer. A avaliação do QG de aliados é que o documento foi mais forte do que se poderia imaginar. Temer e ministros acusam Janot de ter exagerado. Aliados avaliam que o próprio Temer deve sair ao ataque ainda nesta terça-feira. Ele definiu que vai fazer um pronunciamento às 15h.

 

Apesar de a própria Polícia Federal ter esclarecido trechos das gravações de Temer com o empresário Joesley Batista, da JBS, o discurso no Palácio do Planalto e entre aliados é de insistir que há "problemas" no áudio.

 

Integrantes do Planalto e aliados ainda reclamam que Janot estaria agindo pensando num futuro político, como candidato. Essa é uma frente a ser explorada nos discursos.

 

— Ele (Janot) carregou nas tintas — disse um ministro.

 

Aliados começam a adotar o discurso forte contra Janot. Parlamentares e ministros dizem, nas reuniões internas, que o procurador adota um tom mais politico e beligerante contra o presidente da República.

 

Nos encontros com os advogados, Temer tem dito que quer uma defesa juridicamente consistente, sendo ele mesmo um advogado.

 

Um dos aliados, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que será uma "guerra" a partir de agora na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde a denúncia será analisada, quando for enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O presidente da CCJ da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse nesta terça-feira AO GLOBO que ainda vai ler a denuncia de 63 páginas entregue por Janot junto ao STF. Pacheco realizará hoje normalmente a sessão da CCJ.

 

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao GLOBO que ainda aguarda a manifestação do STF.

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