Alunos do ensino básico melhoram as notas, mas estão longe do ideal
Os números do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação mostram que a qualidade do ensino no país está melhorando.
Mas como toda classe, sempre tem um grupo de atrasadinhos.
No interior de São Paulo, escolas públicas dos municípios de Jeriquara e Cajuru conseguiram algumas das melhores notas do Ideb no país. Nas duas cidades, o sucesso tem a mesma fórmula: acompanhar o aluno de perto, até mesmo fora da sala de aula.
Em Cajuru, uma ouvidora procura a família do estudante em casa se ele falta mais que duas vezes seguidas. "A gente vai procurar a melhor solução para encaminhar aquela criança, para ele vir à escola e ter um bom desenvolvimento escolar", afirma a ouvidora Lúcia dos Santos.
A pontuação do Ideb vai de zero a dez e leva em conta as aprovações e as notas dos estudantes em língua portuguesa e matemática nos ensinos fundamental e médio.
Minas Gerais e Distrito Federal lideram o ranking dos estudantes de primeira à quarta série. De quinta à oitava série, São Paulo e Santa Catarina tiveram os melhores resultados. No Ensino Médio, destaque para o Paraná e Santa Catarina.
Oito estados: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Piauí, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará não atingiram pelo menos uma das metas determinadas pelo governo. 24% das cidades também foram reprovadas.
Apesar da melhoria nas notas do Ideb nos últimos dois anos, a média do estudante brasileiro ainda está distante da nota seis registrada na maioria dos países desenvolvidos. O governo espera atingir esse padrão em 2021.
"Cada uma das escolas, ou das redes, ou dos estados ou municípios vai ter agora um diagnóstico para poder fazer o seu trabalho e sua perspectiva de melhora. Assim a educação brasileira continua indo para frente", diz o Presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.