Gustavo Ribeiro

– Novo sistema de mobilidade melhorou fluxo até na Brasil, onde a velocidade média aumentou 50% entre o Caju e a Francisco Bicalho –

Rio – Os cariocas já sentem, na economia de tempo no trânsito, os impactos da revitalização da região portuária. Antes das obras, o taxista Cristiano Silva, de 35 anos, penava para se deslocar entre as zonas Sul e Norte. Para ir de Copacabana até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, e voltar, ele lembra que chegava a levar 2 horas no horário de rush da manhã. “Pra mim melhorou muito. Agora, vou e volto em 50 minutos”, diz.

De acordo com a CET-Rio, desde que a Via Expressa foi inaugurada, em junho, ligando a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói ao Aterro do Flamengo, foi registrada melhora de 10,5% na velocidade média na região Central, chegando a 17% nos horários de pico.

O novo sistema de mobilidade urbana da área incluiu a substituição do Elevado da Perimetral pelas vias Expressa e Binário do Porto e seus túneis — Prefeito Marcello Alencar, Nina Rabha e Rio450, além do início da operação da primeira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que faz a ligação Rodoviária — Aeroporto Santos Dumont. Segundo a prefeitura, o processo de racionalização das linhas de ônibus também contribui com os resultados.

“Houve uma melhora bem significativa. O complicado é o itinerário dos ônibus atrás da rodoviária. Às vezes, venho buscar passageiro aqui (na Novo Rio) e ele até cancela (a chamada), porque perdemos muito tempo para acessar o terminal”, comenta o também taxista Gilvan Gomes, 44. No entanto, ele ressalta os benefícios após as inaugurações: “Antes, levava uns 40 minutos (do Centro à Avenida Brasil, em horas de pico). Agora, faço em 10 minutos.”

A CET-Rio destaca como reflexo da transformação da Zona Portuária aumento na velocidade média de 40% na Av. Rio de Janeiro, de 15% na Rua Primeiro de Março, de 12% no Viaduto do Gasômetro, 9% na Av. Presidente Vargas, 50% na Av. Brasil — entre Caju e Francisco Bicalho —, 12% no Túnel Rebouças e 21% no Túnel Santa Bárbara.

Risco para pedestres

Para os pedestres nem tudo melhorou. Quem tentava atravessar a Avenida Rodrigues Alves em frente à rodoviária, ontem, reclamou de problemas na sinalização. “Está muito perigoso, porque os sinais não ficam abertos o tempo suficiente para a gente atravessar. E, na entrada do Porto, não tem sinal nenhum e as pessoas têm que atravessar na frente dos carros”, disse o técnico de enfermagem do trabalho Henrique Lira, de 24 anos. Mas ele reconhece as melhorias.“O trânsito ficou mais rápido, a iluminação melhorou, fora o visual”, ressaltou.

Fonte: O Dia