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05/06/2017 às 06:16
Dono de postos suspeitos é apontado como mandante de assassinato

 

Testemunha conta que Onildo Cordova pagou R$ 21 mil para assassinos do presidente de Associação de Combate a Fraudes de Combustíveis.

Fabrizzio e Marcele já tinham uma bebezinha de um ano e programavam o segundo filho para 2017, mas os planos foram interrompidos há pouco mais dois meses. No dia 23 de março, aos 34 anos, Fabrizzio Machado da Silva, que era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis, foi assassinado, com dois tiros, na frente de casa, em Curitiba. Imagens que foram obtidas com exclusividade pelo Fantástico revelam que, naquela noite, havia um segundo carro dando apoio ao atirador.

Naquela semana, Fabrízzio estava ajudando uma equipe do Fantástico em uma reportagem sobre adulteração de combustíveis. Alguns postos investigados adicionavam quase 60% de álcool à gasolina. Segundo a lei, essa proporção deve ser, no máximo, de 27%. Como presidente da Associação de Combate a Fraudes, Fabrizzio tinha apresentado denúncia ao Ministério Público contra nove postos de Curitiba e da região metropolitana. A polícia desencadeou, então, a Operação Pane Seca, e a Justiça mandou fechar todos os postos com irregularidades.

O dono de quatro desses postos, Onildo Cordova, é apontado pela polícia como mandante do assassinato de Fabrízzio. Os outros três envolvidos são: Matheus Guedes, Jefferson Rocha e Patrick Leandro. Este último, de acordo com as investigações, foi quem deu os tiros. Uma testemunha, que está sob proteção da polícia, contou que Onildo pagou a Patrick R$ 21 mil pelo assassinato. Onildo também comprou informações sobre Fabrízzio, acessadas irregularmente no banco de dados da polícia por um PM e por um detetive.

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