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05/06/2017 às 07:43
Prefeitura banca exames de DNA para encontrar restos mortais de Garrincha

 

Os parentes de Garrincha vão se reunir nesta semana para autorizar legalmente a realização do exame de DNA nos restos mortais dos familiares do ex-jogador enterrados no Cemitério de Raiz da Serra, em Magé, na Baixada Fluminense. Eles querem identificar a ossada do bicampeão mundial.

 

A confusão teve início no mês passado, quando Rosângela Cunha dos Santos, 63, uma das filhas de Garrincha, disse que desconhecia o paradeiro dos restos mortais do seu pai ao receber uma oferta da prefeitura local para construir um mausoléu em homenagem ao ex-atleta.

 

Vítima de alcoolismo, Garrincha morreu precocemente e com graves problemas financeiros aos 49 anos, em 1983, no Rio. Ele deixou três ex-mulheres, entre elas a cantora Elza Soares, e 13 filhos.

 

"O meu pai têm duas sepulturas no cemitério e não sei ao certo onde está a ossada dele. Ele foi enterrado numa sepultura simples. Dois anos depois, fizeram um obelisco para ele em outro ponto. Por isso, só um exame vai esclarecer essa dúvida", disse a filha, que só teve a paternidade reconhecida por um exame de DNA após a morte de Garrincha.

 

Primo do ex-jogador, João Rogoginsky, 70, é dono do jazigo da família e disse que uma exumação foi feita nos restos mortais de Garrincha há dez anos para um outro parente ser enterrado. Desde então, ele não recebeu nenhum documento, mas foi informado pelos administradores que a ossada foi transferida para um nicho [gaveta] no cemitério.

 

"Queremos esclarecer isso o mais rápido possível. As duas sepulturas não foram violadas. Acreditamos que as ossadas estão lá em algum lugar. Basta apenas identificar", disse o prefeito Rafael Tubarão (PPS), que vai usar os cofres públicos para bancar os exames. Um dos parentes precisa doar material genético. Pelo menos duas filhas já concordaram em fazer o exame.

 

"Ninguém vai se opor. Não acredito que os restos mortais do meu avô estão perdidos. Eles continuam no mesmo local. Tudo será esclarecido", disse Alexsandra dos Santos, 44, que mora na casa de número sete da rua Demócrito Seabra, a mesma que abrigava Garrincha nos seus períodos de folga em Pau Grande, distrito de Magé, onde nasceu.

 

O cemitério de Raiz da Serra é bem simples. O obelisco e o jazigo da família estão mal conservados. O ano da morte de Garrincha foi registrado errado no jazigo. A lápide diz que o ídolo morreu em 20 de janeiro de 1985, dois anos depois da data correta.

 

"A sepultura está muito desarrumada. Há uns 10 anos, levei meu irmão sueco lá. Ele deixou o cemitério muito triste com tudo que viu", disse Rosângela, referindo-se a Ulf Lindberg, fruto de um romance do ex-jogador com uma camareira sueca durante uma excursão do Botafogo ao país em 1959. Ele também só teve a paternidade reconhecido por uma exame de DNA após a morte do craque.

 

O prefeito Rafael Tubarão afirmou que os restos mortais de Garrincha não desapareceram e disse que construirá um mausoléu para a família no cemitério. Ele acredita que o local poderá se transformar em ponto de visitação pelos fãs de futebol.

 

"Temos também a intenção de fazer na cidade um museu para o cidadão mais ilustre da nossa terra", disse Tubarão. Em 1983, Renato Cozzolino, prefeito à época, também prometeu construir uma sepultura especial para Garrincha e um museu. Até hoje, nada saiu do papel. 

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