topo JF - Agência e Clipping de Notícias

 

 

 

06/06/2017 às 05:54
Homicídios crescem mais de 10% no país em 11 anos, diz estudo do Ipea

 

Segundo o Atlas da Violência, só DF e oito estados tiveram queda na taxa.

Em seis estados das regiões Norte e Nordeste a taxa mais que dobrou.

 

Um estudo divulgado nesta segunda-feira (5) registrou um aumento da violência no país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

 

Igarassu, Região Metropolitana do Recife. O irmão de Alessandro Albuquerque saiu para se divertir com amigos. Houve uma briga no bar, ele levou dois tiros e morreu. Edson Carlos era casado e tinha uma filha.

“Um bom dono de casa, esposo, pai, e foi morto pela violência que nós estamos hoje vivendo em Pernambuco”, disse Alessandro

A história é mais um exemplo da violência no país. O estudo divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - revela que em 11 anos a taxa de homicídios, que é o número de pessoas assassinadas a cada 100 mil habitantes, teve um aumento de mais de 10% no país.

O perfil médio das vítimas, segundo o Atlas da Violência, é o seguinte: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade.

De acordo com o estudo, apenas o Distrito Federal e oito estados tiveram queda na taxa de homicídios. Nos outros 18, a taxa subiu. Em seis estados, todos das regiões Norte e Nordeste, a taxa mais que dobrou.

Pernambuco aparece como o único estado do Nordeste que teve diminuição da taxa. Isso se deve, de acordo com a pesquisa, a uma queda acentuada na violência, de 36%, entre os anos de 2007 e 2013, por causa da implantação do programa Pacto pela Vida, que, entre outras medidas, aumentou as ações de inteligência e prevenção e também o número de policiais nas ruas.

Mas a pesquisa destaca que, a partir de 2014, os homicídios voltaram a crescer no estado, com um aumento de 13,7% entre 2014 e 2015.

A pesquisa vai até 2015, mas os dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco mostram que a violência continua crescendo no estado. Em 2016, houve 4.479 homicídios, 15% a mais do que em 2015. Este ano, 2.037 pessoas foram assassinadas só de janeiro a abril, uma média de 500 por mês.

O sociólogo José Luiz Ratton foi um idealizadores do Pacto pela Vida. Ele avalia que o programa, que deu bons resultados antes, se perdeu: “Não foram reformadas as instituições, como o sistema prisional, o sistema de medidas socioeducativas. Não existiram programas de prevenção da violência, mediação de conflitos.”

O governo do estado admite o problema da segurança. “Nós reconhecemos, mas nós acreditamos no Pacto pela Vida. E nós acreditamos que tanto o investimento quanto a contratação de novos homens vai dar resultado”, afirmou Marcio Steffani, coordenador do programa Pacto pela Vida.

Loading...


 

Loading...
 

 

Cadastre seu e-mail e receba nossos boletins diários:

 

 

 

 

Leitores On Line