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27/06/2017 às 17:53
Filha de membro da Fifa teria recebido US$ 2 mi em escolha da Copa-2022, diz relatório

 

 

Segundo o documento, três membros executivos da Fifa com direito a voto foram a uma festa no Rio de Janeiro em um jato privado da Federação de Futebol do Catar antes da eleição da sede em 2010

 

O diário alemão "Bild" publicou nesta terça-feira parte do relatório do investigador independente Michael Garcia. O ex-procurador americano escreveu mais de 430 páginas no documento sobre o processo que escolheu Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente.

Um total de US$ 2 milhões (R$ 6,6 milhões na cotação atual) teriam sido pagos à filha de 10 anos de um membro da Fifa antes da escolha do Catar para sede do Mundial de 2022. Esta pessoa seria o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

De acordo com o "Bild", o relatório Garcia revelou que "um ex-membro executivo (da Fifa) felicitou membros da federação do Catar e agradeceu por e-mail o pagamento de centenas de milhares de euros" após a atribuição da competição ao Catar".

Segundo o veículo de imprensa alemão, "três membros executivos da Fifa com direito a voto foram a uma festa no Rio de Janeiro em um jato privado da Federação de Futebol do Catar antes da eleição para atribuição da sede da competição".

O maior complexo esportivo do mundo, o "Aspire Academy", uma organização catariana, também "esteve envolvida de maneira decisiva na manipulação de membros da Fifa com direito a voto", completou o jornal alemão.

A atribuição da sede da Copa do Mundo de 2022 ao Catar, definida em 2010, esteve envolvida em suspeitas de corrupção desde o início.

Uma investigação interna, conduzida pelo ex-procurador americano Michael Garcia, foi realizada. Após ler o relatório, a Câmara de Julgamento da Comissão de Ética da Fifa afirmou ter identificado comportamentos suspeitos por parte de membros da Fifa, mas nada que pudesse colocar em dúvida a atribuição das duas próximas Copas do Mundo.

Em 2014, Michael Garcia criticou a decisão da Fifa, afirmando que a leitura de seu relatório, que teve apenas uma parte publicada, havia sido parcial.

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