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27/06/2017 às 18:02
Com números, Jair Ventura defende jogadores na derrota: "Foram valentes"

 

Apesar da decepção com o resultado e de considerar justa a vitória do Avaí, técnico do Botafogo afirma que equipe teve 67% da posse de bola e finalizou 29 vezes ao gol

 

Com a surpreendente vitória do Avaí sobre o Botafogo por 2 a 0, na noite desta segunda, no Estádio Nilton Santos, caiu uma invencibilidade de quatro jogos do Alvinegro e foi embora, por enquanto, o sonho de um salto para o 3º lugar no Brasileirão. Depois da partida, o técnico Jair Ventura participou do "Bem, Amigos" e, apesar de decepcionado com o resultado, fez questão de elogiar o desempenho de sua equipe, que pressionou a partida por um bom tempo e encontrou pela frente um paredão chamado Douglas Friedrich, goleiro que, em sua estreia no campeonato, segurou a pressão com defesas milagrosas no 2º tempo.

 

Jair fez questão de citar números expressivos na partida para mostrar que a equipe alvinegra foi incansável na luta pelos três pontos. E mostrou profundo respeito pela equipe do Avaí, que com a vitória saiu da lanterna do Brasileirão, passando o Atlético-GO e ocupando agora o 19º lugar.

- Eu sempre falei, me perguntaram se era obrigação a gente vencer a equipe do Avaí. Acho uma falta de respeito com os profissionais que lá estão. São profissionais que trabalham tanto ou igual à gente e que buscam sempre o seu melhor.  Lógico que quando você olha duas equipes na tabela e vê essa diferença, você acha que a equipe de casa tem obrigação. Mas já vencemos muitas equipes jogando fora, isso faz parte do futebol. Agora, é complicado o resultado, é muito ruim, você perde de 2 a 0 dentro de casa. Mas se você olhar o jogo, passar o VT agora, você vai ver 29 finalizações do Botafogo, 67 por cento de posse de bola. Como é que eu posso reclamar dos meus atletas, que foram valentes,.lutaram até o final, finalizaram 29 vezes, mas não conseguiram o resultado?

 

 

O treinador alvinegro lembrou também a prematura saída de Montillo na partida, com apenas sete minutos, com dores na panturrilha direita. Enfrentando uma série de problemas físicos desde que chegou ao clube, o meia justamente voltava a começar uma partida como titular depois de quase quatro meses parado, desde o início de abril, na época do Campeonato Carioca. E o técnico considerou, pelos números, que fez a opção correta ao lançar o atacante Guilherme.

- Eu tenho uma coisa na minha vida,. na minha carreira, que eu quero. É sempre falar de futebol de uma maneira aberta, verdadeira. Eles (o Avaí) foram efetivos e mereceram a vitória, mas o Botafogo em nenhum momento deixou de lutar a criar oportunidades. Sempre falo nas minhas coletivas que não fico preso a um único sistema. A gente tem diversas maneiras de jogar. Eu perdi o Montillo com cinco minutos de jogo. Assim que eu tomei o gol eu perdi o Montillo. Foi simultâneo. Eu faço o quê? Boto mais um volante ou boto o time numa situação mais para frente? Ali é decisão do treinador. e eu acho que a decisão, apesar de o resultado ter sido ruim, foi acertada. Porque não seria acertada, na minha humilde concepção de futebol, se nós não tivéssemos criado nenhuma oportunidade. Mas uma equipe que cria 29 oportunidade e tem 67% de posse de bola, eu acho que não foi por conta do sistema que a equipe do Botafogo não venceu.

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