A inglesa Lucinda Allen, 38, costumava ter dores de cabeça após as relações sexuais, então achava que era algo normal.

Créditos: reprodução: Daily Mail

Lucinda estava grávida de seis meses quando sofreu AVC

Há 5 anos, após ter dois orgasmos, ela sentiu as fortes dores, especialmente acima do olho direito. O problema era grave e causou uma hemorragia cerebral que a deixou seu lado esquerdo paralisado da cintura para baixo, fazendo com que ela precise usar uma cadeira de rodas. Quando sofreu o AVC (acidente valcular cerebral), Lucinda estava grávida de seis meses.

 

“Foi em um fim de semana de agosto de 2012 e eu tinha tirado uns dias para descansar, já que estava com 26 semanas de gravidez. Minha gravidez tinha sido ofuscada pela diabete gestacional, que eu estava controlando com dieta e exercícios físicos. Naquele dia, tinha verificado a minha pressão arterial, como fazia normalmente. Como estava tudo normal, decidi voltar para a cama com meu marido”, disse em entrevista ao Daily Mail.

 

Ela diz que inicialmente não se preocupou e tentou dormir, achando que era o início de uma crise de enxaqueca, mas não conseguiu devido à intensidade das dores, como conta: “A dor que costumo ter após o orgasmo é um pouco como o congelamento cerebral e bastante dolorosa, mas nunca dura muito. Mas, nesse dia, a dor não era a mesma porque não passou”.

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Lucinda foi colocada em coma induzido para que o cérebro pudesse ‘descansar’.

Como Lucinda não melhorou, a família chamou uma ambulância. Ao ser atendida ela não conseguia falar e pediu às enfermeiras papel e caneta par descrever o que sentia. Ela foi diagnosticada com hemorragia cerebral e colocada em coma induzido para que o cérebro pudesse ‘descansar’.

Alguns dias depois os médicos fizeram uma cirurgia para liberar a pressão na cabeça dela. Allen saiu do coma despois de seis dias e, apesar da preocupação de todos, após três meses deu à luz a Marri-Alice, por meio de uma cesárea.

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Problema não afetou a gravidez e Marri-Alice nasceu aos 9 meses

Durante os exames foi descoberto que ela não tinha sofrido apenas aquele AVC, mas sim um inicial, seguido de outros quatro.

Lucinda acredita que muitas pessoas podem sofrer com o mesmo problema sem saber da gravidade: “Minha médica acredita que uma anormalidade congênita em um vaso sanguíneo no meu cérebro era a causa da dor de cabeça pós-sexo. Mas eu achava que era normal. Ninguém fala sobre a dor de cabeça pós-orgasmo. Mas, por causa do que aconteceu comigo, agora estou em missão para aumentar a conscientização de como essa dor pode ser um sinal de alerta de uma hemorragia cerebral iminente”.

Cefaleias relacionadas ao ato sexual devem ser investigadas o mais rápido possível

Segundo a neurologista Thais Rodrigues Villa, explica em matéria do Minha Vida, parceiro do Catraca Livre, as dores de cabeça durante ou após o ato sexual são raras, mas não devem ser negligenciadas, já que podem ser o indício de alguma doença ou sangramento cerebral.

A cefaleia pré-orgástica acontece durante o ato, aumentando conforme o estágio de excitação. Já a orgástica acontece justamente na hora do clímax em forma de dor explosiva e forte.