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27/06/2017 às 19:12
Veja os novos trechos do áudio, antes inaudíveis, revelados pela PF

 

BRASÍLIA — Vinculado à Polícia Federal (PF), o laudo do Instituto Nacional de Criminalística confirmou o ponto central do diálogo entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, no qual se debate a realização de pagamentos "todo mês" ao deputado cassado Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara. Além disso, outras descobertas foram feitas durante a perícia, que constatou não ter havido qualquer adulteração e que as 294 interrupções identificadas se devem às características do aparelho. Confira abaixo os novos trechos. (A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO)

 

 

'O EDUARDO TAMBÉM, NÉ?'

 

 

Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha poderá formular perguntas para Michel Temer - André Coelho / O Globo

A transcrição do diálogo mostra que Temer questiona Joesley sobre Eduardo Cunha. Ainda revela que o presidente alertou sobre obstrução à Justiça.

 

No encontro, Joesley disse a Temer que não podia encontrar com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, próximo a Temer, porque ele passou a ser investigado. Segundo as frases reveladas pelo relatório, Temer alerta que poderia "parecer obstrução de Justiça" e a situação era "perigosíssima".

 

Na sequência, Joesley fala que está "de bem com o Eduardo", que seria, segundo os investigadores, o ex-deputado Eduardo Cunha. Temer responde, então, "tem que manter isso, viu?", e ouviu Joesley dizer: "todo mês". A frase havia sido interpretada pelo perito Ricardo Molina, contratado pela defesa de Temer, como "todo meio". O relatório da PF mostra que o presidente questionou Joesley em seguida: "O Eduardo também, né?" E o empresário confirmou: "Também".

 

Joesley: Como é que tá, como é que o senhor tá nessa situação toda aí, Eduardo, num sei o quê, Lava-Jato...

 

Temer: O Eduardo resolveu me fustigar, né? Você viu que...

 

Joesley: Eu não sei. Como é que tá essa relação?

 

Temer: Não, tá... Ele veio (ininteligível)... Tem nada a ver com a defesa (ininteligível). Moro indeferiu vinte e uma perguntas dele que não tinha nada a ver com a defesa dele.

 

Joesley: Hum, pois é.

 

Temer: Era pra me entrudar. Eu não fiz nada. E no Supremo Tribunal Federal (ininteligível)

 

Joesley: Eu queria falar assim, como tá aqui na (ininteligível). Fiz o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendencia daqui pra ali zerou, tal...

 

Temer: (Ininteligível) tudo.

 

Joesley: (Ininteligível) Liquidou tudo e ele foi firme em cima, ele já tava la, veio, cobrou, tal, tal, tal, eu, (ininteligível) pronto. Acelerei o passo e...

 

Temer: É...

 

Joesley: Tirei da frente. O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né?

 

Temer: (lninteligivel).

 

Joesley: Que... Que tá aí, que o Geddel sempre tava...

 

Temer: O Lúcio tá aí?

 

Joesley: (lninteligível) Não, não (ininteligível)

 

Temer: (Ininteligivel).

 

Joesley: Isso, isso ...

 

Temer: (Ininteligivel).

 

Joesley: Geddel é que andava sempre ali.

 

Temer: (Ininteligivel)

 

Joesley: Mas com o Geddel tam bém com esse negócio eu perdi o contato porque ele virou investigado. Agora eu não posso também...

 

Temer: É complicado, é complicado.

 

Joesley: Eu não posso encontrar ele.

 

Temer: É porque (inaudível) parecer obstrução de Justiça, viu?

 

Joesley: Isso, isso, isso, isso.

 

Temer: Perigosíssima essa situação.

 

Joesley: Negócio dos vazamento (sic)...

 

Joesley: O telefone lá do Eduardo, com Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê... Eu tô lá me defendendo. Como é que eu ... O que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô... Tô de bem com o Eduardo.

 

Temer: Muito bem.

 

Joesley: É...

 

Temer: Tem que manter isso, viu? (ininteligível)

 

Joesley: (ininteligível) Todo mês...

 

Temer: O Eduardo também, né?

 

Joesley: Também.

 

Temer: É...

 

Joesley: Eu tô segurando as pontas, tô indo.

 

Joesley: É.

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